- França e Reino Unido presidem reunião de cerca de quarenta países para sinalizar apoio à liberdade de navegação no Estreito de Ormuz assim que as condições permitirem.
- O objetivo é preparar uma missão militar multinacional estritamente defensiva para garantir o trânsito de navios, sem detalhar quais nações contribuiriam.
- O Irã mantém o estreito quase fechado para navios não iranianos; os Estados Unidos impuseram bloqueio a embarcações ligadas a portos iranianos e pedem cooperação dos aliados.
- Pode haver a criação de um centro operacional em Omã e debate sobre a necessidade de um novo arcabouço legal por meio do Conselho de Segurança; a participação direta dos EUA não está confirmada.
- O encontro ocorre em Paris com líderes europeus e participação por videoconferência de outras regiões; a China foi convidada e sua presença ainda não é certa.
França e Reino Unido vão presidir nesta sexta-feira uma reunião de cerca de 40 países com o objetivo de sinalizar aos Estados Unidos que aliados próximos estão prontos a ajudar na restauração da liberdade de navegação no Estreito de Ormuz assim que as condições permitirem. A iniciativa ocorre em meio a tensões com o Irã e a bloqueio de portos iranianos imposto pelos EUA.
O Irã tem mantido o estreito amplamente fechado a navios que não sejam seus desde o início dos ataques aéreos contra o país, em 28 de fevereiro. Na semana passada, Washington ampliou o bloqueio a embarcações que entram ou saem de portos iranianos.
Washington pediu que outros países ajudem a fazer cumprir o bloqueio e criticou aliados da OTAN por não fazê-lo. Reino Unido, França e outros argumentam que aderir ao bloqueio seria entrar na guerra, mas apontam para apoio à manutenção do estreito aberto mediante um cessar-fogo duradouro.
Contexto e objetivos
Uma nota enviada aos países convidados afirma que o objetivo é reafirmar o apoio diplomático à liberdade irrestrita de navegação pelo estreito e ao respeito ao direito internacional. A reunião também tratará de desafios da indústria naval e da segurança de mais de 20 mil marinheiros.
Podem ser delineados preparativos para uma missão militar multinacional defensiva, quando as condições permitirem, para garantir a liberdade de navegação. Uma declaração final deve indicar possíveis linhas de atuação, sem detalhar países contribuintes.
Participantes e próximos passos
Diplomatas dizem que pode haver anúncio sobre um centro operacional, possivelmente em Omã. Há divergências sobre a necessidade de um novo arcabouço legal via Conselho de Segurança da ONU. A missão pode depender de aprovação internacional futura.
A declaração final deve reiterar a oposição à cobrança de tarifas no Estreito de Ormuz e convidar países interessados a contribuir com meios militares, apoio diplomático ou financeiro. Macron, Starmer, Merz e Meloni participarão em Paris; participantes globais seguirão por videoconferência.
A Alemanha sinalizou disposição inicial para ajudar na proteção de rotas de transporte após o fim do conflito, preferindo mandato da ONU. A China foi convidada, sem confirmação de participação. A hipótese de operação concreta depende da evolução na região.
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