- O Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial retomaram as negociações com a Venezuela na quinta-feira, 16 de abril de 2026, após suspensão iniciada em 2019.
- As conversas passam a ocorrer com o governo da presidente interina Delcy Rodríguez, que tem aproximação com Washington.
- A retomada pode permitir uma avaliação econômica completa da Venezuela pelo FMI pela primeira vez em cerca de vinte anos e abrir caminho para desbloqueio de direitos especiais de saque.
- O último empréstimo do Banco Mundial à Venezuela foi em 2005.
- O contexto ocorre em um momento de esforço dos EUA para expandir presença venezuelana nos setores de petróleo e mineração.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial retomaram negociações com a Venezuela na quinta-feira, 16 de abril de 2026. As conversas, interrompidas desde 2019, passam a ocorrer com o governo liderado pela presidente interina Delcy Rodríguez. A retomada acontece em meio a aproximação com Washington.
A atuação do FMI e do Banco Mundial marca o retorno de diálogo com a Venezuela após quase sete anos. A expectativa é realizar uma avaliação completa da economia venezuelana e possível desbloqueio de parte de recursos congelados. A Venezuela mantém relação formal com ambas as instituições desde 1946.
Envolvidos e motivações
Rodríguez, que assumiu o poder após a captura de Nicolás Maduro, passa a dialogar com as instituições internacionais. O FMI descreve o governo venezuelano como interlocutor legítido para as negociações. O Banco Mundial também confirma a retomada das relações.
A parceria envolve a possibilidade de acesso a financiamentos em termos de direitos especiais de saque, condicionados a avanços econômicos. O último empréstimo do Banco Mundial à Venezuela ocorreu em 2005, antes de o diálogo ter sido suspenso em 2019.
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