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Navios testam Estreito de Ormuz após abertura e buscam garantias de segurança

Navios tentam atravessar o Estreito de Ormuz após anúncio de abertura pelo Irã, mas tráfego permanece incerto por segurança e coordenação com a Guarda Revolucionária

17 de abril de 2026 - Imagem de satélite mostra tráfego de navios no Estreito de Ormuz. Foto: EUROPEAN UNION/COPERNICUS SENTINEL-2/Handout via REUTERS
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  • Cerca de 20 embarcações passaram a navegar em direção ao Estreito de Ormuz na noite de sexta, mas a maioria parou ou voltou, o maior grupo desde o fechamento do estreito pelo Irã após ataques na região.
  • Autoridades iranianas anunciaram que o Estreito está aberto a todo o tráfego comercial durante um cessar-fogo de 10 dias no Líbano, o que levou a quedas nos preços de petróleo e de outras commodities e estimulou guinadas nos mercados.
  • A partir das 18h, a maioria dos navios do grupo havia retornado; ainda havia embarcações, principalmente petroleiros, seguindo em direção ao estreito.
  • Empresas de transporte marítimo pedem esclarecimentos sobre segurança, incluindo presença de minas, e dizem que os planos de trânsito devem ser coordenados com a Guarda Revolucionária Islâmica; navios comerciais de várias bandeiras podem passar.
  • A Organização Marítima Internacional afirmou que está verificando o anúncio da reabertura em relação à liberdade de navegação e à passagem segura para navios mercantes.

Um grupo de navios tentou sair do Golfo rumo ao Estreito de Ormuz na noite de sexta-feira, segundo dados de rastreamento. Cerca de 20 embarcações iniciaram a travessia, porém o grupo parou rapidamente, com alguns retornando ao porto. A ação marcava a maior passagem tentada desde o Irã ter fechado o estreito em resposta a ataques anteriores.

Autoridades iranianas anunciaram que o Estreito de Ormuz estava aberto para tráfego comercial durante um cessar-fogo de 10 dias no Líbano. A declaração coincidiu com movimentos de mercado que registraram queda de preços do petróleo e de outras commodities. Empresas de navegação acompanharam com cautela os desdobramentos.

Entre os navios parte do grupo estava integrado por três porta-contêineres operados pela CMA CGM, que não comentou o ocorrido. A partir das 18h, a maior parte das embarcações havia retornado, mas dados posteriores mostraram novas entradas, principalmente de petroleiros, em direção ao estreito.

Estado do trânsito e segurança

As companhias de transporte marítimo pediram esclarecimentos antes de retomar o tráfego, com atenção especial aos riscos de segurança, como minas marítimas. Todos os navios comerciais podem, em princípio, transitar, desde que coordenem com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã.

Algumas autoridades destacaram que o Irã restringe o tráfego às rotas consideradas seguras. Em relação a navios militares, permanece a orientação de manter a área barrada até nova avaliação.

Reações internacionais e próximos passos

A Organização Marítima Internacional declarou que acompanha o anúncio iraniano para verificar a conformidade com a liberdade de navegação e passagem segura para mercantes. O órgão ressaltou a necessidade de manter rotas seguras durante operações no estreito.

Especialistas destacam que a situação segue sujeita a mudanças rápidas, com possíveis impactos sobre preços de petróleo e cadeias de suprimento. Autoridades de vigilância marítima reiteraram a necessidade de coordenação entre países e entidades civis de navegação.

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