- Com a guerra entre EUA/Israel e Irã, a China volta a colocar a segurança energética como prioridade.
- Pequim proibiu exportações de combustíveis, incluindo combustível de aviação, no início de março; Laos e Camboja tiveram exceções.
- A medida deixou os combustíveis mais baratos na China, enquanto aumenta a preocupação com o fornecimento global.
- Os mercados de querosene de aviação na Ásia ficam especialmente vulneráveis, já que a China é o maior exportador regional desse combustível.
- Em Cingapura, o preço do querosene de aviação está cerca de US$ 86 por barril acima das cotações na China, mais de US$ 200 por barril acima do registrado há um ano.
Em meio ao conflito entre EUA, Israel e Irã, a China intensifica a atenção à segurança energética. A decisão de Pequim de restringir exportações de combustíveis no início de março busca reduzir vulnerabilidades frente a interrupções no Golfo Pérsico.
A medida envolve principalmente combustíveis de uso doméstico e para aviação, com exceção de Laos e Camboja. Analistas apontam que a suspensão para o restante do mundo pressiona os preços internos na China, ao mesmo tempo em que eleva o risco de desabastecimento no Sudeste Asiático.
Segundo Tom Reed, vice-presidente da Argus para China, petróleo e derivados, a guerra revela a dependência de fontes do Golfo Pérsico e a necessidade de diversificar fornecedores. A China vê maior vulnerabilidade nos estoques de querosene de aviação, crucial para a região.
Dados de mercado indicam que, com o embargo, os preços do querosene na Ásia ficam mais sensíveis a choques de suprimento. Em Cingapura, a cotação do combustível aérea está significativamente acima da chinesa, refletindo a exposição a fluxos globais.
A análise destaca que a maior trajetória de Pequim é buscar fontes alternativas e reduzir a dependência de um único eixo de fornecimento, ampliando parcerias com outros produtores e rotas logísticas. O objetivo é manter a segurança energética interna diante do cenário geopolítico.
Fonte: Valor Econômico
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