- O almirante Shahram Irani, comandante da Marinha do Irã, afirmou que as medidas dos EUA no Estreito de Ormuz não representam bloqueio real à navegação e atingem aliados de Washington.
- Irani disse: “Trump bloqueou seus amigos, não a nós”, chamando o bloqueio de banditismo e pirataria; segundo ele, navios comerciais passam normalmente sob regras internacionais e coordenação das forças iranianas.
- Ele afirmou que navios de China, Índia, Japão e outros seguem navegando pelo estreito sem restrições.
- As falas ocorrem após o chefe do Comando Central dos EUA afirmar que o bloqueio pode ser mantido “pelo tempo que for necessário”, com monitoramento de portos, drones e aeronaves de patrulha, além de operações de desminagem.
- Autoridades iranianas disseram que qualquer reabertura definitiva depende de condições como restrição a navios militares e coordenação direta com forças locais em Teerã, mantendo o estreito aberto enquanto durar o cessar-fogo.
O Estreito de Ormuz segue aberto para navios comerciais, segundo o comandante da Marinha do Irã. Almirante Shahram Irani afirmou que as ações dos EUA no estreito não configuram um bloqueio real à navegação internacional e que, na prática, atingem aliados de Washington. Ele disse que “Trump bloqueou seus amigos, não a nós”, ao comentar a operação naval dos Estados Unidos contra embarcações associadas a portos iranianos.
Irani mostrou que navios de várias nações seguem passando pela rota sob coordenação das forças iranianas e dentro de regras internacionais. O comandante acusou Washington de praticar o que chamou de banditismo e pirataria, destacando que as medidas não impedem o trânsito normal de mercadorias. Ele citou fluxos de navios de China, Índia, Japão e outras bandeiras permanecendo em tráfego regular.
A escalada de tensões ocorre após declarações recentes do chefe do Comando Central dos EUA, almirante Bradley Cooper, de que o bloqueio pode permanecer pelo tempo necessário e que a operação seguirá conforme instruções do presidente Donald Trump. Cooper mencionou uso de drones, aviões de patrulha e desminagem na região, além de monitoramento de todos os portos iranianos.
Reabertura do estreito
Mais cedo, o chanceler iraniano Abbas Araghchi anunciou a reabertura do estreito para embarcações comerciais enquanto durar o cessar-fogo. O governo iraniano informou que a decisão depende de condições como restrição a navios militares e coordenação direta com as forças locais de Teerã. O anúncio reforçou a ideia de que a zona permanece sob vigilância e operação contínua das autoridades iranianas.
Segundo autoridades iranianas, qualquer reabertura definitiva envolve acordos específicos de cooperação regional e salvaguardas para evitar interrupções no tráfego marítimo mundial. O desfecho desse atrito diplomático permanece sujeito a negociações entre Teerã e Washington.
Entre na conversa da comunidade