- O Irã informou que o Estreito de Ormuz está aberto para navios comerciais durante o restante do cessar-fogo com duração até a próxima terça-feira (21).
- A confirmação veio do ministro das Relações Exteriores, Seyed Abbas Araghchi, com base na rota anunciada pela Organização de Portos e Marítima da República Islâmica do Irã.
- O acordo de cessar-fogo no Líbano entre Israel e Hezbollah permitiu a abertura, embora Israel continuasse atacando o Líbano.
- O cessar-fogo no Líbano começou na noite de ontem; durante 45 dias de guerra, estima-se que mais de 1 milhão de pessoas tenham sido deslocadas.
- Três petroleiros iranianos, transportando 5 milhões de barris de petróleo, deixaram o Golfo Pérsico pelo Estreito de Ormuz em meio ao bloqueio naval dos EUA, cuja eficácia é contestada.
O Irã anunciou que o Estreito de Ormuz está aberto a navios comerciais, em função do cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah ligado à crise no Líbano. A confirmação foi feita nesta sexta-feira pelas autoridades iranianas. A passagem segue disponível pelo período remanescente do acordo de trégua.
Segundo o ministro das Relações Exteriores, Seyed Abbas Araghchi, a navegação pelo estreito fica liberada para todos os navios comerciais durante o restante do cessar-fogo. A medida mantém a rota normalmente utilizada para o transporte de petróleo.
O cessar-fogo no Líbano foi anunciado na véspera e entrou em vigor na noite de quinta-feira. O conflito anterior provocou deslocamentos de dezenas de milhares de pessoas e afetou infraestruturas na região, com impactos econômicos globais.
A trégua, acordada entre Teerã e Washington, previa o fim das hostilidades no Oriente Médio. No entanto, Israel continuou ataques contra posições no Líbano, condicionando avanços nas negociações entre EUA e Irã.
Enquanto o Irã anunciava a abertura de Ormuz, autoridades americanas anunciaram ações para bloquear portos iranianos. A efetividade dessas medidas tem gerado controvérsias entre analistas e operadores logísticos.
De acordo com dados da empresa de rastreamento de navios Kpler, três petroleiros iranianos, somando cerca de 5 milhões de barris de petróleo bruto, deixaram o Golfo Pérsico pela passagem estratégica em meio ao bloqueio. A situação acrescenta volatilidade ao mercado de energia global.
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