- O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, disse que, se os EUA mantiverem o bloqueio naval ao Estreito de Ormuz, Teerã tomará as “medidas necessárias” em reciprocidade.
- Teerã reabriu o estreito após o cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah no Líbano, condição citada como parte do acordo entre EUA e Irã de quatro meses atrás.
- O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que a passagem de todas as embarcações comerciais está totalmente liberada durante o restante do cessar-fogo, conforme rota coordenada com o Irã; não ficou claro até quando.
- Araghchi não especificou se o prazo é o do cessar-fogo no Líbano ou o acordo EUA‑Irã, válido inicialmente até a próxima terça-feira, 21.
- O preço do petróleo reagiu com queda; o Brent passou a ficar abaixo de US$ 90 por barril, e há dúvidas sobre a segurança da navegação na rota, mesmo com otimismo de alguns participantes do setor.
O Irã disse que tomará “medidas necessárias” caso os Estados Unidos mantenham o bloqueio naval ao Estreito de Ormuz. A afirmação foi feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, em entrevista à mídia estatal. O anuncio ocorre após Teerã ter reaberto a rota comercial em resposta ao acordo entre Israel e o Hezbollah, no Líbano.
Baghaei afirmou que, se o bloqueio naval persistir, o Irã agirá reciprocamente, sem dúvidas. Segundo ele, a reabertura do estreito depende do cumprimento das condições previstas no acordo de 8 de abril entre EUA e Irã, relacionado ao cessar-fogo entre Israel e Hezbollah, cuja centralidade é reconhecida pelo Irã, ainda rejeitada pelos Estados Unidos.
Abbas Araghchi, chanceler iraniano, declarou que a passagem de todas as embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz está totalmente liberada durante o restante do cessar-fogo no Líbano, conforme a rota previamente anunciada pela Organização de Portos e Assuntos Marítimos da República Islâmica. Não ficou claro até quando o estreito permanecerá aberto.
Reabertura
O ministro afirmou que os navios devem seguir uma rota coordenada com o Irã, possivelmente uma passagem próxima à costa iraniana. Analistas indicam que, durante a guerra, esse trajeto foi utilizado por um menor número de embarcações devido ao risco de ataques. O anúncio provocou retração nos preços do petróleo, com o Brent caindo abaixo de 90 dólares o barril.
Após o anúncio, empresas de navegação mostraram otimismo, mas permanecem dúvidas sobre a segurança da rota. Jakob Larsen, da Bimco, disse ao The Guardian que o status das ameaças não está claro e recomendou cautela para as navegações na região.
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