- O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que o estoque de urânio enriquecido permanecerá no país e não será transferido.
- O porta-voz Esmaeil Baqaei disse, à TV estatal, que o urânio enriquecido não será levado para lugar nenhum.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nas redes sociais que os EUA obteriam o material nuclear.
- As divergências sobre o enriquecimento contribuíram para o fracasso das negociações em Islamabad, com um cessar-fogo de duas semanas sem acordo definitivo.
- Trump disse, em entrevista à Bloomberg, que um acordo para encerrar a guerra está quase fechado, e relatos recentes mencionavam proposta de um acordo de vinte anos, o que ele negou que houvesse esse limite.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou nesta sexta-feira que o estoque de urânio enriquecido permanecerá no país e não será transferido. A declaração foi veiculada pela TV estatal, citando o porta-voz Esmaeil Baqaei.
A resposta iraniana contrasta com a posição de Donald Trump, que afirmou nas redes sociais que os EUA receberiam o material nuclear. O comentário acontece em meio a negociações sobre um acordo de paz entre os dois países.
O enriquecimento de urânio é tema central das negociações que buscam encerrar a guerra entre EUA e Irã. As conversas, ocorridas em Islamabad no fim de semana, ainda não resultaram em um acordo definitivo, apesar de um cessar-fogo de duas semanas.
Contexto das negociações
Em entrevistas recentes, Trump afirmou que um acordo estaria quase fechado, mas negou que haja um limite de 20 anos para impedir armas nucleares. O passado recente envolve propostas dos EUA para um acordo de 20 anos e críticas ao avanço iraniano no programa nuclear.
O tema tem recebido atenção de analistas, que destacam o papel do enriquecimento na capacidade de produzir combustível nuclear versus armar-se. Órgãos internacionais monitoram o processo para evitar desvios e ampliar a transparência.
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