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Irã e Hezbollah atribuem cessar-fogo à união do Eixo da Resistência

Irã e Hezbollah atribuem cessar-fogo no Líbano à união do Eixo da Resistência; Trump tenta capitalizar a trégua como vitória da Casa Branca

Área destruída no sul do Líbano 28/11/2024 REUTERS/Adnan Abidi
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  • O governo do Irã e o Hezbollah atribuem o cessar-fogo no Líbano à união e à capacidade de combate do Eixo da Resistência, contrário a Israel e aos EUA.
  • O Hezbollah afirmou ter realizado 2.184 operações militares em 45 dias de batalha, com média de 49 por dia, mirando forças de ocupação em território libanês e bases dentro de Israel e dos territórios palestinos ocupados até 160 quilômetros da fronteira.
  • O chefe do Parlamento iraniano e líder da delegação que negocia com os EUA disseram que o cessar-fogo foi resultado da resistência do Hezbollah e da união do Eixo da Resistência, e que o Irã permanecerá aliado à defesa até a verificação da vitória.
  • O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores afirmou que o cessar-fogo foi fruto dos esforços diplomáticos de Teerã, incluindo negociações internacionais e regionais.
  • No lado de Israel, Netanyahu anunciava intenção de ocupar o Sul do Líbano até o rio Litani, enquanto ministros receberam a notícia do cessar-fogo com surpresa; houve críticas de opositores e relatos de que tropas poderiam continuar no território libanês.

O Irã e o Hezbollah atribuíram o cessar-fogo no Líbano à união do Eixo da Resistência e à capacidade de coordenação entre os grupos que se opõem a Israel e aos EUA na região. A trégua marcou o fim de 45 dias de confrontos entre as forças de Tel Aviv e o território libanês, bem como ataques em território israelense e palestino ocupado. O anúncio ocorreu após intensos confrontos que se estenderam por semanas.

Segundo o Hezbollah, foram 2.184 operações militares em 45 dias, com média de 49 ações diárias contra as forças israelenses. Os ataques alcançaram posições de ocupação em território libanês, bases militares em Israel e em áreas palestinas ocupadas, até 160 quilômetros da fronteira. A declaração foi veiculada pela TV Al-Manar, ligada ao grupo.

O líder iraniano e a delegação do Irã negociando com os EUA destacaram que o cessar-fogo resulta da resistência do Hezbollah e da unidade do Eixo da Resistência. O chefe da Assembleia do Irã afirmou por meio das redes sociais que o país manterá a posição até verificar a vitória, ressaltando a cooperação entre Irã e Hezbollah.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano atribuiu o acordo às negociações diplomáticas em curso, destacando catorze negociações regionais e internacionais, incluindo uma rodada em Islamabad. Baghaei ressaltou a necessidade de um cessar-fogo simultâneo em toda a região, inclusive no Líbano.

Israel, sob o governo de Benjamin Netanyahu, vinha anunciando a ocupação do sul do Líbano até o rio Litani, a cerca de 30 quilômetros da fronteira. No dia anterior à trégua, Netanyahu ordenou a continuação da ofensiva para avançar sobre Bent Jbel. A notícia surpreendeu ministros, que discutiam o acordo sem consenso claro.

A oposição em Israel questionou o que consideraram um cessar-fogo imposto, enquanto veículos como o The Times of Israel reportaram que algumas tropas permaneceriam no território libanês após o acordo. Eventos indicam que o território libanês continuaria a sofrer ações militares, mesmo com a cessação anunciada.

Historicamente, o conflito Israel-Hezbollah se iniciou na década de 1980, em resposta à invasão de Israel no Líbano para impedir grupos palestinos. O Hezbollah expulsou forças israelenses do Líbano em 2000, evoluindo para um partido com representação parlamentar. Conflitos com Israel repetiram-se em 2006, 2009 e 2011.

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