- Uma autoridade iraniana informou à agência Fars que o Irã fechará novamente o Estreito de Ormuz caso o bloqueio naval dos EUA persista.
- Trump afirmou, em post no Truth Social, que o bloqueio continuará até que negociações com o Irã estejam “100% concluídas”, mas que o estreito está aberto para negócios.
- A agência estatal iraniana Fars chamou o anúncio americano de reabertura de “incompleto” e disse que a passagem será fechada se o bloqueio permanecer.
- O Irã havia anunciado a reabertura total da rota marítima, algo considerado uma das principais exigências dos EUA nas negociações de paz mediadas pelo Paquistão.
- Dados do monitoramento marítimo indicaram que a circulação pelo estreito já havia sido retomada, com cargueiros iranianos deixando o Golfo levando cerca de cinco milhões de barris de petróleo.
O Irã sinalizou que fechará novamente o Estreito de Ormuz caso o bloqueio naval dos EUA permaneça. A afirmação foi feita à agência Fars nesta sexta-feira.
Trump já havia dito que o bloqueio, em vigor desde segunda-feira, continua mesmo com a anunciada reabertura da rota marítima. O presidente afirmou via Truth Social que as negociações com o Irã devem ficar 100% concluídas para a retirada das tropas, mas que o estreito segue aberto para negócios e tráfego.
A agência iraniana descreveu a decisão americana como chantagem e citou a reabertura como incompleta. A Guarda Revolucionária do Irã também questionou a abrangência do anúncio e sugeriu que o canal pode fechar se o bloqueio norte-americano persistir.
Reabertura do Estreito e tensões
O Estreito de Ormuz é uma rota crítica para o petróleo, ligando o Golfo Pérsico ao oceano, com importância estratégica para o comércio global. Dados de monitoramento indicaram a retomada da circulação de navios e o envio de carregamentos de petróleo iraniano após o anúncio inicial de reabertura.
O governo dos EUA indicou que trabalha com o Irã para retirada de minas navais, enquanto o Irã afirmou não ter certeza da localização de todas as minas. A Marinha dos EUA orientou navegadores a evitarem áreas de risco no estreito diante da ameaça potencial.
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