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Itamaraty atualiza número de brasileiros mortos na guerra da Ucrânia

Itamaraty atualizou para 30 mortes e 64 desaparecidos entre brasileiros na guerra da Ucrânia, com dados apenas de notificações oficiais

Imagem colorida de sombras de dois soldados em frente de parede pintada nas cores das bandeiras de Rússia (esquerda) e Ucrânia (direita) - Metrópoles
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  • O Itamaraty atualizou para 30 mortes e 64 brasileiros considerados desaparecidos em combate na guerra da Ucrânia, com dados apenas de notificações oficiais de Rússia e Ucrânia.
  • O balanço é de abril e representa aumento em relação a fevereiro, quando eram 22 mortos e 44 desaparecidos.
  • Um caso citado é o de Felipe de Almeida Borges, 25 anos, natural de Rubinéia (São Paulo); a morte dele foi confirmada pela mãe, e ele teria ido à Ucrânia após se alistar, vindo da Espanha.
  • O governo destaca que o recrutamento ocorre principalmente online, por meio de páginas oficiais das Forças Armadas estrangeiras, e que a Ucrânia passou a oferecer plataforma de alistamento em português e uso de grupos de mensagens para atrair voluntários.
  • Embaixadas do Brasil em Moscou e em Kiev continuam com assistência consular; o Itamaraty recomenda recusar ofertas de participação em conflitos armados e observa que não há garantia de retorno nem de apoio financeiro do governo.

O Ministério das Relações Exteriores atualizou, nesta sexta-feira, o número de brasileiros mortos e desaparecidos na guerra na Ucrânia. Ao Metrópoles, o Itamaraty informou ter recebido notificações oficiais de autoridades russas e ucranianas sobre 30 mortes e 64 casos de desaparecimento em combate até o momento. O registro considera apenas ocorrências comunicadas pelos dois países envolvidos.

O novo balanço representa alta em relação ao levantamento de fevereiro, quando foram registradas 22 mortes e 44 desaparecidos. Entre os casos recentes está o de Felipe de Almeida Borges, de 25 anos, natural de Rubinéia (SP), cuja morte foi confirmada pela mãe. Felipe partiu para a Ucrânia após viajar à Espanha, em novembro de 2025, sem comunicar a família.

Recrutamento de brasileiros

Segundo o Itamaraty, cresce o número de brasileiros que deixam o país para lutar na guerra, muitas vezes sem informar familiares. O recrutamento ocorre, em geral, pela internet, por meio de páginas oficiais das Forças Armadas estrangeiras. Recentemente, a Ucrânia passou a oferecer plataforma de alistamento em português e a atuar em grupos de mensagens para atrair voluntários.

O governo brasileiro tem reforçado alerta sobre os riscos do alistamento em forças armadas estrangeiras. A chancelaria explica que a adesão pode colocar a integridade física em risco, dificultar a assistência consular e gerar responsabilização legal. Não há obrigação pública de custear retorno de cidadãos no exterior.

O Itamaraty informou que as embaixadas em Moscou e em Kiev permanecem disponíveis para prestar assistência consular a brasileiros na região. A recomendação oficial é recusar ofertas de participação em conflitos armados.

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