- O cessar-fogo entre Líbano e Israel entrou em vigor à meia-noite de sexta-feira, com duração prevista de dez dias, conforme anúncio dos EUA.
- Libaneses deslocados começaram a retornar a cidades do sul, encontrando casas destruídas ou inabitáveis e evitando permanecer por medo de novas violações.
- O Exército libanês acusa descumprimentos por parte de Israel e pediu que moradores adiem o retorno; o ministro da Defesa de Israel afirmou que a operação no Líbano “não terminou”.
- A ponte de Qasmiyeh sofreu danos e gerou engarrafamento; o governo libanês informou 13 mortes nas ações anteriores ao cessar-fogo e destacou que mais de 2.100 pessoas morreram no Líbano, com cerca de 1,2 milhão de deslocados.
- O acordo não prevê retirada das tropas israelenses do sul nem desmantelamento do Hezbollah; há ressalvas sobre continuidade de atividades e cumprimento dos termos.
Pessoas deslocadas pela guerra no Líbano começaram a retornar nesta sexta-feira, 17 de abril, a cidades e bairros devastados. O cessar-fogo entre Hezbollah e Israel entrou em vigor à meia-noite, horário local, após anúncio dos Estados Unidos de um acordo de dez dias. Autoridades libanesas relatam violação de parte do acordo por parte do governo israelense.
O Exército libanês citou descumprimentos por parte de Israel e recomendou que moradores adiem o retorno a vilarejos do sul. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que a operação militar no Líbano não terminou. Ao mesmo tempo, a ponte de Qasmiyeh, ligando Tiro ao restante do país, recebeu reparos para permitir o tráfego, apesar de danos recentes.
Cessar-fogo e contexto regional
O conflito teve início com ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irã em 28 de fevereiro. O Hezbollah, aliado do Irã, respondeu com ataques ao território israelense em 2 de março. O cessar-fogo prevê dez dias de trégua, com possíveis extensões, se não houver violações graves.
Segundo o governo libanês, a ofensiva anterior deixou 13 mortos. A guerra já provocou a morte de mais de 2.100 pessoas no Líbano e deslocou cerca de 1,2 milhão de indivíduos, principalmente muçulmanos xiitas. Israel diz ter destruído vilarejos do sul para criar uma zona de amortecimento e proteger áreas do norte do país.
Cenário humanitário e perspectivas
Pontos de tensão permanecem, com autoridades dos dois lados sinalizando que o compromisso pode sofrer alterações em caso de novas violações. O acordo também envolve garantias políticas entre as partes, sem exigir retirada de tropas israelenses do sul do Líbano. O Líbano também deve lidar com o impacto de danos à infraestrutura e deslocamentos contínuos.
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