- Lula afirmou que a decisão de convocar eleições na Venezuela cabe à presidente Delcy Rodríguez.
- Ele disse que, se ela está no poder legitimamente, é problema dela, do partido e do povo venezuelano.
- O líder brasileiro destacou que a Venezuela não deve ter tutela de ninguém, sem citar Estados Unidos ou Donald Trump.
- As declarações foram feitas na presença do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez.
- Lula comentou que deseja que a Venezuela fique estável e sem ingerência externa.
Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que a decisão sobre convocar eleições na Venezuela é exclusiva da presidente Delcy Rodríguez. A declaração foi dada à imprensa durante encontro com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, em que ambos ponderaram a situação venezuelana.
Lula explicou que, se Delcy está legitimamente no poder — substituindo o presidente após sua queda, como vice que assumiu — a decisão sobre eleições cabe ao governo venezuelano e ao povo do país. O brasileiro ressaltou que o respeito à autonomia venezuelana é fundamental.
Sem citar os Estados Unidos ou o ex-presidente Nicolás Maduro, Lula reiterou a posição de que a Venezuela não deve sofrer tutelas externas, mantendo o foco na estabilidade do país e em seu bem‑estar.
Contexto e desdobramentos
O tema ganhou repercussão após declarações de Donald Trump sobre possível intervenção norte‑americana. Lula afirmou que não cabe ao Brasil ou a terceiros interferir nos assuntos internos venezuelanos, especialmente em um momento de transição institucional.
A fala de Lula ocorreu em tom de defesa à autodeterminação venezuelana, destacando o princípio de respeito às decisões soberanas. O chefe de Estado brasileiro sinalizou que acompanha com atenção a situação, sem antecipar cenários.
A reunião com Sánchez ocorreu em meio a visitas diplomáticas e discussões sobre a estabilidade regional. Não houve anúncio de medidas conjuntas ou de posição formal brasileira sobre eleições na Venezuela no momento.
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