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Lula afirma que é decisão da presidente da Venezuela convocar eleições

Lula diz que é decisão da presidenta Delcy Rodríguez convocar eleições; Brasil defende que a Venezuela cuide do seu destino, sem tutela externa

Presidente Lula: 'O que nós temos que respeitar é a decisão de a Venezuela cuidar do seu destino' — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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  • Lula afirmou que a decisão de convocar eleições na Venezuela cabe à presidente Delcy Rodríguez.
  • Ele disse que, se ela está no poder legitimamente, é problema dela, do partido e do povo venezuelano.
  • O líder brasileiro destacou que a Venezuela não deve ter tutela de ninguém, sem citar Estados Unidos ou Donald Trump.
  • As declarações foram feitas na presença do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez.
  • Lula comentou que deseja que a Venezuela fique estável e sem ingerência externa.

Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que a decisão sobre convocar eleições na Venezuela é exclusiva da presidente Delcy Rodríguez. A declaração foi dada à imprensa durante encontro com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, em que ambos ponderaram a situação venezuelana.

Lula explicou que, se Delcy está legitimamente no poder — substituindo o presidente após sua queda, como vice que assumiu — a decisão sobre eleições cabe ao governo venezuelano e ao povo do país. O brasileiro ressaltou que o respeito à autonomia venezuelana é fundamental.

Sem citar os Estados Unidos ou o ex-presidente Nicolás Maduro, Lula reiterou a posição de que a Venezuela não deve sofrer tutelas externas, mantendo o foco na estabilidade do país e em seu bem‑estar.

Contexto e desdobramentos

O tema ganhou repercussão após declarações de Donald Trump sobre possível intervenção norte‑americana. Lula afirmou que não cabe ao Brasil ou a terceiros interferir nos assuntos internos venezuelanos, especialmente em um momento de transição institucional.

A fala de Lula ocorreu em tom de defesa à autodeterminação venezuelana, destacando o princípio de respeito às decisões soberanas. O chefe de Estado brasileiro sinalizou que acompanha com atenção a situação, sem antecipar cenários.

A reunião com Sánchez ocorreu em meio a visitas diplomáticas e discussões sobre a estabilidade regional. Não houve anúncio de medidas conjuntas ou de posição formal brasileira sobre eleições na Venezuela no momento.

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