- Lula participou da primeira Cúpula Espanha-Brasil em Barcelona, com a presença de cerca de dez ministros de cada país, e foram assinados acordos sobre minerais críticos, combate à violência contra a mulher e cooperação científica.
- O presidente disse que sempre que há retrocesso democrático surgem regimes totalitários e o nazismo, ressaltando a importância de fortalecer a democracia mundial.
- O encontro contou com a participação do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, que afirmou que Brasil e Espanha devem ser forças motrizes para aproximar a União Europeia e a América Latina e o Caribe.
- A cúpula precede o IV Encontro em Defesa da Democracia, que ocorrerá na manhã de sábado em Barcelona, com a expectativa de presença de líderes de diversos países.
- Lula tratou da Venezuela, dizendo que cabe à presidente Delcy Rodríguez decidir sobre novas eleições após a prisão de Nicolás Maduro e que Delcy está no poder legitimamente, sem reconhecer o resultado da eleição.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou durante coletiva em Barcelona que, quando há retrocesso na democracia, surgem regimes totalitários e o nazismo. A declaração ocorreu no Palácio de Pedralbes, ao lado do primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez, nesta sexta-feira, 17 de abril de 2026.
Lula participou da primeira Cúpula Espanha-Brasil, com a presença de cerca de 10 ministros de cada país. Ao longo do encontro, foram assinados acordos bilaterais sobre minerais críticos, combate à violência contra a mulher e cooperação científica.
Perspectivas da parceria
Sánchez reforçou que a reunião consolida os laços entre União Europeia, América Latina e Caribe. O encontro marca a primeira cúpula bilateral entre Espanha e um país latino-americano nesse nível. O objetivo é fechar feridas antigas e avançar em cooperação multilateral.
O evento ocorreu no mesmo dia do IV Encontro em Defesa da Democracia, previsto para ocorrer em Barcelona. Devem participar líderes de várias nações, incluindo Claudia Sheinbaum, Gustavo Petro e Cyril Ramaphosa.
Venezuela e Maduro
Durante a coletiva, Lula disse que cabe à presidente venezuelana Delcy Rodríguez decidir sobre nova eleição após a captura de Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos. O Brasil não reconhece o resultado da eleição que definiu Maduro como vice, mas afirma respeitar questões internas venezuelanas.
Ele evitou comentar a operação que prendeu Maduro em janeiro e reiterou a necessidade de manter o respeito às instituições venezuelanas, sem se posicionar sobre a controvérsia eleitoral.
Crise da ONU
Lula criticou a atuação da Organização das Nações Unidas, afirmando que o órgão está enfraquecido. Segundo ele, as potências fundadoras não costumam cumprir as decisões da ONU. O presidente também mencionou a criação de Israel, destacando dificuldades na autonomia dos territórios palestinos.
O discurso de Lula apontou ainda para a percepção de que, nos últimos 20 anos, a classe trabalhadora tem registrada retração em diversos países, mesmo diante de avanços democráticos. A fala ocorreu na sequência de debates sobre a democracia global em Barcelona.
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