- Lula afirmou que a convocação de novas eleições na Venezuela é problema de Delcy Rodríguez e do povo venezuelano, destacando a necessidade de respeitar o destino do país.
- Maduro foi preso em operação liderada pelos Estados Unidos em 3 de janeiro; Delcy assumiu o governo de forma interina, sem perspectiva de novas eleições até o momento.
- A oposição venezuelana, representada por María Corina Machado, pediu eleições diante da chamada “ausência total” de Maduro, conforme a Constituição.
- Machado disse que, em caso de ausência total, eleições devem ser convocadas em até trinta dias.
- Em visita à Espanha, Lula iniciou uma sequência de compromissos na Europa, com foco em acordos comerciais, cooperação estratégica e democracia, passando por Alemanha e Portugal ao longo de cinco dias.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que a eventual convocação de novas eleições na Venezuela é responsabilidade da atual presidente interina, Delcy Rodríguez, e do povo venezuelano. A declaração foi dada durante entrevista coletiva na Espanha.
Lula ressaltou a necessidade de respeitar o direito da Venezuela de definir seu próprio destino. Ele destacou que não deve haver ingerência externa e que o país deve seguir seu caminho sem tutela de potências estrangeiras.
A fala ocorreu três meses após a prisão de Nicolás Maduro, operação liderada pelos Estados Unidos. Com a captura, Delcy Rodríguez assumiu o governo interinamente para conduzir a transição do poder, sem perspectiva anunciada de novas eleições.
A oposição venezuelana, representada pela líder María Corina Machado, pediu a decretação de um novo pleito, citando a ausência considerada total de Maduro. Machado afirmou que, segundo a Constituição, eleições devem ser convocadas em até 30 dias na hipótese de ausência total.
Paralelamente, Lula iniciou uma agenda na Europa, com visitas programadas à Espanha, Alemanha e Portugal em cinco dias. O presidente busca acordos comerciais, cooperação estratégica e parcerias em minerais críticos, incluindo terras raras.
Além de temas econômicos, a agenda europeia envolve debate sobre democracia e estabilidade regional, ressaltando a importância de relações diplomáticas em momentos de tensão na região.
A viagem de Lula foca em ampliar oportunidades de cooperação e investimentos, enquanto o governo venezuelano não anunciou mudanças formais sobre o calendário eleitoral para o país.
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