- Lula da Silva, presidente do Brasil, inicia viagem de dois dias à Espanha, em Barcelona, acompanhado de Pedro Sánchez.
- Os dois chefes de Estado devem assinar acordos sobre economias, tecnologia e políticas sociais durante o encontro com outros líderes, na sexta-feira.
- No sábado ocorre o IV Meeting in Defense of Democracy, criado em 2024 por Brasil e Espanha para debater medidas contra extremismo, polarização e desinformação.
- Na programação também está o Global Progressive Mobilization, com cerca de 3.000 participantes, incluindo o senador americano Chris Murphy.
- Lula afirmou que a cúpula não será anti-Donald Trump, mas voltada à avaliação da democracia e o que pode ser feito para fortalecê-la.
Barcelone, Espanha — O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, inicia uma visita de dois dias à Espanha nesta sexta-feira, acompanhado do presidente espanhol, Pedro Sánchez. O objetivo é reunir-se com líderes de países médios e pequenos para discutir o estado da democracia e políticas progressistas.
Os encontros acontecem em Barcelona, no que será a primeira reunião entre Lula, Sánchez e ministros de seus governos. Segundo a organização, serão firmados acordos sobre economia, tecnologia e políticas sociais, com foco na cooperação regional.
IV Meeting in Defense of Democracy
O primeiro encontro, marcado para sábado, reúne líderes que defendem a democracia participativa. O evento foi criado em 2024 por Brasil e Espanha para debater extremismo, polarização e desinformação que desafiam instituições democráticas, segundo os organizadores.
Lula afirmou, em entrevista, que o fórum não deve ser visto como anti-Trump, mas como espaço para discutir o funcionamento da democracia e estratégias de reparo institucional. Sánchez participa do mesmo debate ao lado de outros integrantes da esquerda europeia.
Global Progressive Mobilization
No mesmo local, ocorre a Mobilização Global Progressista, que reúne representantes de partidos e governos de esquerda. O evento pretende discutir temas como desigualdade salarial e estratégias para ampliar o apoio a propostas progressistas.
Espera-se a participação de cerca de 3 mil pessoas, incluindo o senador norte-americano Chris Murphy. O objetivo é promover diálogos e mesas-redondas sobre governança, eleições e políticas públicas nas democracias contemporâneas.
A agenda acontece após a recente viagem de Sánchez a Beijing e em meio a tensões diplomáticas envolvendo o Irã. Lula e Sánchez têm criticado posições do governo norte-americano, mantendo, porém, o tom institucional e multilateral.
Pol Morillas, diretor do think tank CIDOB, ressalta que as reuniões simbolizam uma resposta de potências médias à ascensão de agendas populistas. Ele aponta que o encontro busca reforçar alternativas democráticas em um cenário internacional competitivo.
AP News contribuiu com informações adicionais para o tratamento do tema, mantendo o foco em dados verificáveis e na neutralidade.
Entre na conversa da comunidade