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Moradores deslocados pelo conflito retornam a áreas devastadas no Líbano após cessar-fogo

Moradores deslocados pelo conflito no Líbano retornam a cidades devastadas com receio de retaliação, enquanto trégua de dez dias ainda gera incertezas

Israel ataca alvos no Líbano após cessar-fogo | Reprodução
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  • Moradores deslocados pela guerra no Líbano começam a retornar a áreas devastadas, mas muitos encontram casas destruídas e hesitam em ficar.
  • O retorno ocorre mesmo com as recomendações das Forças de Defesa de Israel (IDF) para que libaneses não regressem ao sul do país.
  • Em Beirute, há poucos sinais de retomada de residentes nos subúrbios controlados pelo Hezbollah, bombardeados por Israel por mais de seis semanas.
  • Em Qasmiyeh, no sul, pessoas cruzam uma passagem improvisada sobre o rio Litani após o cessar-fogo entrar em vigor à meia-noite.
  • O conflito deixou mais de dois mil mortos no Líbano e cerca de 1,2 milhão de deslocados, com a maioria vindo de comunidades muçulmanas xiitas.

O que aconteceu: moradores deslocados pela guerra no Líbano começaram a retornar a cidades e bairros devastados nesta sexta-feira (17). O retorno ocorre mesmo com o cessar-fogo entre Hezbollah e Israel e as dúvidas sobre o fim do conflito. As pessoas relatam casas destruídas e inabitáveis, gerando hesitação em permanecer.

Quem está envolvido: a população libanesa deslocada, o Hezbollah, Israel e as forças de defesa de Israel (IDF). A tensão é resultado do conflito entre EUA e Irã que alimenta a disputa regional. Autoridades locais acompanham os deslocados e as condições no terreno.

Quando e onde: o retorno ocorre nesta sexta, em várias regiões do Líbano. Em Beirute, observam-se poucos retornos nos subúrbios controlados pelo Hezbollah, atingidos por bombardeios durante mais de seis semanas. Em Qasmiyeh, sul do Líbano, carros avançam por uma passagem improvisada sobre o rio Litani, aberta após o cessar-fogo.

Por quê: o retorno se dá apesar das recomendações das IDF para que os libaneses não voltem ao sul do país. O cessar-fogo entrou em vigor à meia-noite (18h de Brasília), mas as consequências da guerra mantêm insegurança e incerteza sobre novas ofensivas. O conflito já vitimou mais de 2.100 pessoas no Líbano e deixou cerca de 1,2 milhão desabrigadas.

Cenário no terreno

A destruição persiste, com infraestrutura danificada e moradias irregulares. Pontes da região foram destruídas, incluindo a de Qasmiyeh na véspera. Muitas famílias ainda avaliam se retornar é viável a curto prazo ou se buscarão reassentamento.

Segundo autoridades locais, a retirada forçada de áreas do sul, bem como dos subúrbios de Beirute, ocorreu ao longo do conflito. A maior parte dos deslocados pertence à comunidade muçulmana xiita, já atingida por confrontos anteriores.

A cobertura é da Reuters, com informações de Laila Bassam e Thomas Suen. As fontes reforçam que o cenário humano permanece frágil e que a situação no terreno requer monitoramento contínuo.

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