- O neto do ex-presidente cubano Raúl Castro, Raúl Guillermo Rodríguez Castro, tentou enviar uma carta secreta ao presidente dos EUA, Donald Trump, via um empresário de Havana.
- O documento incluía propostas de investimentos e um alerta militar indicando que Cuba se preparava para uma possível invasão norte-americana.
- O empresário cubano, que atua no setor de aluguel de carros de luxo e turismo, foi retido por um agente de imigração em Miami e devolvido a Havana; a carta ficou com autoridades americanas.
- O Wall Street Journal apurou que não ficou claro por que o empresário foi detido e que não houve confirmação se a carta chegou à Casa Branca.
- Ainda nesta quinta-feira, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou que Cuba está pronta para enfrentar uma agressão militar dos EUA, em meio a declarações de Trump sobre ter a “honra” de tomar Cuba.
O presidente de Cuba pediu cautela e afirmou estar pronto para eventual agressão militar dos Estados Unidos. As declarações aparecem em meio a uma operação descrita pela imprensa sobre uma tentativa de envio de uma carta secreta ao presidente norte-americano, Donald Trump.
Segundo o The Wall Street Journal, Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do ex-presidente cubano Raúl Castro, tentou enviar a correspondência por meio de um empresário de Havana. O documento continha propostas de investimento, mas também um alerta militar.
A carta, segundo o jornal, trazia formato similar a uma nota diplomática e continha selo oficial cubano, conforme relato de uma fonte ouvida pelo WSJ. O objetivo seria abrir canal direto com Trump, além de propor acordos econômicos e possível alívio de sanções.
De acordo com a reportagem, o empresário pretendia levar o material à Casa Branca na semana passada, mas acabou detido por um agente de imigração em Miami. Ele foi retornado a Havana; a carta ficou sob guarda de autoridades americanas.
O WSJ afirmou que não houve confirmação oficial sobre o recebimento do documento pela Casa Branca. A razão da detenção do empresário no aeroporto não foi esclarecida pela reportagem nem pelos EUA, segundo o diário.
Especialistas ouvidos pelo jornal apontaram que a iniciativa poderia visar contornar negociações conduzidas pelo secretário de Estado, Marco Rubio, buscando um canal direto com Trump. A matéria reforça a leitura de tentativa de bypass diplomático.
Pulsos entre diplomacia e defesa
Nesta quinta-feira (16), o presidente cubano Miguel Díaz-Canel reiterou que o país está preparado para enfrentar qualquer agressão militar dos EUA. A fala acontece um mês após Trump declarar acreditar ter a “honra” de tomar Cuba.
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