- Nova York vai implantar supermercados públicos administrados pela prefeitura, sem fins lucrativos, inspirados no Armazém Solidário de São Paulo, com foco em alimentos de qualidade a preços mais baixos para população em vulnerabilidade.
- A primeira unidade em Nova York deve ficar em East Harlem, ampliando o acesso a alimentos dignos em regiões com pouca oferta.
- Em São Paulo, o programa já soma sete unidades, com outras três previstas para este ano, e atende pessoas cadastradas no CadÚnico.
- Em 2025, o Armazém Solidário registrou mais de 800 mil atendimentos, comercializou mais de 11 milhões de produtos e movimentou cerca de R$ 60 milhões.
- No formato paulista, itens são escolhidos pelo público, com 94% dos produtos na faixa de in natura ou minimamente processados, e há uma Banca Solidária que oferece itens básicos gratuitamente.
Nova York começa a estruturar uma política de segurança alimentar inspirada no modelo paulista dos Armazéns Solidários. A prefeitura planeja criar supermercados públicos sem fins lucrativos para oferecer produtos de qualidade a preços reduzidos. A iniciativa mira regiões com pouca oferta de alimentos, como East Harlem.
A proposta se baseia no programa paulista que já funciona na cidade de São Paulo desde 2024, com atuação voltada a pessoas cadastradas no CadÚnico. Em Nova York, a primeira unidade deve nascer na área que hoje concentra vulnerabilidade alimentar.
Em São Paulo, o programa já é consolidado: são sete unidades de Armazém Solidário, com previsão de mais três até o fim do ano. A gestão é da prefeitura, com atuação integrada ao Banco de Alimentos e ao CadÚnico.
Expansão e funcionamento
O Armazém Solidário paulista oferece alimentos industrializados, hortifrutis e itens de higiene com preços médios cerca de 30% mais baixos que o varejo. A prática inclui itens básicos de alimentação, disponíveis de forma gratuita na Banca Solidária, com retirada de até 1 kg por dia.
Os Armazéns atuam em sete unidades distribuídas pela cidade: City Jaraguá, Jaraguá e Estrada do Sabão (Brasilândia), São Miguel Paulista, Guaianases, Cidade Tiradentes e M’Boi Mirim, com previsão de ampliar para Pedreira, Grajaú e Itaquera neste ano.
Em 2025, o programa realizou mais de 800 mil atendimentos e comercializou acima de 11 milhões de itens, incluindo arroz e leite. O movimento financeiro chegou a quase R$ 60 milhões, com média de quatro mil atendimentos diários e aprovação de 85%.
Um diferencial é a preocupação com a qualidade nutricional: 94% dos itens são in natura ou minimamente processados, reforçando a proposta de alimentação saudável. As famílias escolhem os itens de acordo com necessidades e preferências.
Reconhecimento e alcance
O Armazém Solidário integra o conjunto de ações de São Paulo e, em 2025, entrou para o Guinness World Records como o maior programa municipal de segurança alimentar do mundo. Na capital paulista, a rede funciona como política pública estruturante para o acesso a alimentos.
Entre na conversa da comunidade