- Kevin Warsh, indicado por Donald Trump para presidir o Fed, participou da audiência de confirmação na Comissão Bancária do Senado em 21 de abril de 2026.
- Senadora Elizabeth Warren o chamou de “fantoche” de Trump; Warsh disse que seria impossível controlar o banco, mantendo a independência do Fed.
- Ele afirmou que a independência do Federal Reserve é essencial e que preservaria a autonomia da instituição caso seja confirmado.
- Warsh não respondeu a perguntas sobre participações financeiras ligadas a Jeffrey Epstein, dizendo que pretende desfazer essas participações se for confirmado.
- O indicado negou ter feito acordo com Trump para reduzir taxas de juros em troca do cargo e sinalizou uma reforma de regime do Fed, com nova estrutura de controle da inflação e de comunicação pública.
Kevin Warsh, indicado por Donald Trump para presidir o Fed, negou acusações de influência presidencial durante audiência de confirmação na Comissão Bancária do Senado na terça-feira, 21 de abril de 2026. Powell ocupa o cargo hoje, e o mandato dele termina em 15 de maio. Warsh afirmou ser independente e disse que o Fed mantém autonomia.
A senadora Elizabeth Warren, do DEM, disse que Warsh seria um fantoche do presidente. Ela argumentou que um comando alinhado ao Executivo ampliaria o poder sobre decisões de interesse para beneficiar aliados de Wall Street. Warsh respondeu que a independência do Fed é essencial e que a autonomia será preservada.
Warsh não detalhou possíveis vínculos financeiros, mas afirmou que pretende desfazer participações caso seja confirmado. A senadora questionou sobre investimentos ligados a Epstein, à China e a empresas associadas ao presidente Trump, mas Warsh não respondeu a essas perguntas específicas.
Durante a sabatina, Warsh negou ter feito acordo para reduzir taxas de juros em troca do cargo. Ele afirmou que o presidente nunca pediu compromissos sobre decisões de juros, e que não concordaria mesmo se existisse tal pedido.
Reformulação da governança do Fed
Warsh sugeriu uma mudança de regime no Fed, com estrutura atualizada para o controle da inflação. A proposta também envolveria revisar a comunicação da instituição com o público sobre política monetária, segundo ele.
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