- Autoridades francesas detiveram um homem de 72 anos, considerado principal suspeito do ataque de 1982 a um restaurante judeu em Paris, e ele foi extraditado pela Autoridade Nacional Palestina.
- Hicham Harb, cujo nome verdadeiro é Mahmoud Khader Abed Adra, é acusado de dirigir o ataque na Rue des Rosiers e de atirar nos clientes.
- O ataque no Jo Goldenberg, no Marais, deixou seis mortos e mais de vinte feridos; os atacantes usaram granadas e depois pistolaram clientes e funcionários.
- Harb chegou à base aérea de Villacoublay e foi colocado em detenção; a extradição ocorreu a pedido da Procuradoria Nacional Antiterrorismo, em setembro do ano passado.
- A Corte de Cassação ordenou o julgamento de seis suspeitos, sendo dois já na França; outros quatro são réus ausentes em territórios como Cisjordânia, Jordânia e Kuwait.
Homicídio ocorrido em 1982 em Paris teve desfecho parcial com a detenção de um suspeito-chave. Autoridades francesas prenderam um homem de 72 anos, considerado responsável pelo ataque com granada e arma de fogo no restaurante judaico Jo Goldenberg, no Marais. O atentado deixou seis mortos e mais de 20 feridos.
O detido, Hicham Harb, tem como nome real Mahmoud Khader Abed Adra. Ele foi extraditado pela Autoridade Nacional Palestina na quinta-feira, após pedido da PNAT (Procuradoria Nacional Antiterrorismo) feito em setembro. Harb chegou à base aérea de Villacoublay, perto de Paris, e foi encaminhado a custódia.
Pelo menos dois suspeitos já estavam na França: Abou Zayed, cidadão norueguês, apontado como gunman, e Hazza Taha, sob suspeita de ocultar armas usadas no ataque. A investigação permanece em curso, sem condenação até o momento.
Contexto jurídico e desdobramentos
A Claire cassação da mais alta instância judicial francesa determinou, no ano passado, que haja julgamento de seis suspeitos, com três deles em ausência, residindo na Cisjordânia, Jordânia e Kuwait. A responsabilidade pela operação recaiu sobre um grupo dissidente ligado ao falecido Abu Nidal.
O ataque de Rue des Rosiers foi atribuído a esse grupo dissidente, separado da Organização para a Libertação da Palestina (PLO). A ação incluiu a explosão inicial e tiroteios subsequentes, mirando consumidores que buscavam refúgio.
Pelo lado diplomático, o presidente francês apontou a cooperação judiciária como resposta ao reconhecimento da Palestina feito pela França. Jean-Noël Barrot, ministro das Relações Exteriores, informou que as famílias das vítimas foram informadas sobre o avanço do caso.
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