- Três petroleiros iranianos deixaram o Golfo Pérsico pelo Estreito de Ormuz com cinco milhões de barris de petróleo, primeira saída desde o início do bloqueio dos EUA aos portos iranianos.
- As embarcações Deep Sea, Sonia I e Diona partiram da Ilha de Kharg e seguiram para o exterior, com confirmação por imagens de satélite segundo a empresa de dados marítimos Kpler.
- Os Estados Unidos (EUA) anunciaram o bloqueio a partir de 13 de abril; até quinta-feira nenhum navio sob as restrições havia passado pelo Golfo de Omã, e 13 retornaram.
- O Irã afirma utilizar portos alternativos e informou que dois navios furaram a barreira e atravessaram Ormuz; o estreito é uma rota crucial para o petróleo mundial, respondendo por parte significativa do abastecimento global.
- Nesta sexta, França e Reino Unido vão presidir reunião com cerca de quarenta países para discutir a reabertura do Estreito de Ormuz, sem participação direta dos EUA, em meio a uma trégua no Líbano.
Três petroleiros iranianos deixaram o Golfo Pérsico pela passagem de Ormuz na quarta-feira, levando cerca de cinco milhões de barris de petróleo. A ação ocorreu em meio ao bloqueio naval imposto pelos EUA aos portos iranianos, que começou na segunda-feira.
As embarcações Deep Sea, Sonia I e Diona partiram da Ilha de Kharg, polo exportador que responde por grande parte do petróleo do Irã, e seguiram para o exterior pelo Estreito de Ormuz, sob monitoramento de imagens de satélite.
A Marinha dos EUA informou que, até a quinta-feira, nenhum navio sob as restrições havia cruzado o Golfo de Omã, e que 13 haviam retornado. O aceno indica uma resposta tensa entre as marinhas envolvidas na região.
A travessia marca a primeira saída com carga de petroleiros iranianos desde 10 de abril, quando o Starla deixou a área, antes do agravamento das medidas. A movimentação foi confirmada por imagens de satélite, segundo a Kpler.
Bloqueio e liberação comercial
O bloqueio dos EUA foi iniciado em 13 de abril, após falhas nas negociações de paz com o Irã. O governo americano autorizou a interceptação de embarcações com origem ou destino a portos iranianos, mobilizando milhares de militares e dezenas de navios e aeronaves.
O Irã havia anunciado que utilizaria portos alternativos para contornar a presença da Marinha americana e afirmou que dois de seus navios teriam aberto passagem pelo estreito.
O Estreito de Ormuz é uma rota vital que liga o Golfo Pérsico a outras áreas marítimas, pela qual passam parcela expressiva do petróleo mundial. Em meio ao conflito regional, o trânsito ficou vulnerável durante períodos de escalada.
Nesta sexta, o ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou que a passagem de todas as embarcações comerciais está liberada durante o cessar-fogo vigente no Líbano, conforme anúncio oficial do governo iraniano.
Em resposta, a Reuters informou que há um esforço diplomático internacional para reabrir Ormuz. Lideranças da França e do Reino Unido liderariam uma reunião com cerca de 40 países para discutir medidas de desbloqueio, sem a participação dos EUA.
De Paris, o primeiro-ministro do Reino Unido disse que buscaria reduzir impactos econômicos da guerra no Irã e facilitar o fluxo de energia, destacando a responsabilidade global pela reabertura imediata do estreito.
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