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Pressão cresce por saída do chefe eleitoral do Peru ante atraso na apuração

Pressão pela saída do chefe eleitoral peruano aumenta a incerteza; apuração pode levar até duas semanas e revisão de cerca de cinco por cento das cédulas

Piero Corvetto, chefe do Escritório Nacional de Processos Eleitorais em uma coletiva de imprensa
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  • Pedidos de renúncia do chefe da autoridade eleitoral do Peru, Piero Corvetto, ganham força, com defesa de substituto para supervisionar o segundo turno.
  • A apuração segue afetada por atrasos: cerca de 5% das cédulas estão em revisão por falta de informações ou erros nos registros; resultados finais podem levar até duas semanas.
  • Disputa pelo segundo lugar permanece entre Roberto Sanchez e Rafael Lopez Aliaga, com 93,3% das cédulas apuradas: Sanchez tem 12,0% e Lopez Aliaga 11,9%, enquanto Keiko Fujimori lidera com 17%.
  • O Júri Nacional de Eleições abriu uma queixa criminal contra Corvetto; cédulas sob revisão serão avaliadas por um júri eleitoral especial antes de serem incluídas na contagem final.
  • Observadores da União Europeia não detectaram fraude; há uma investigação policial após materiais de quatro seções serem encontrados numa via pública em Lima, ainda que os votos já tenham sido registrados.

O Peru viveu nesta sexta-feira intensificação da pressão para a saída do chefe da autoridade eleitoral, Piero Corvetto, diante de atrasos e alegações de irregularidades na apuração. O episódio ocorreu em meio a disputa acirrada pelo segundo lugar entre Roberto Sánchez e Rafael López Aliaga.

Com 93,3% das cédulas apuradas, Sánchez tinha 12,0% dos votos e López Aliaga 11,9%, enquanto Keiko Fujimori liderava com 17%. O grupo Transparencia informou que os resultados finais podem levar até duas semanas para ficarem prontos.

Atrasos surgem pela necessidade de revisar cerca de 5% das cédulas por falhas de dados ou informações ausentes nas seções eleitorais. Essas cédulas passarão por um júri eleitoral especial antes de entrarem na contagem final.

Ações e posicionamentos

Líderes empresariais e parlamentares pediram a renúncia de Corvetto, defendendo que um substituto supervise o segundo turno. A defesa de reservas quanto à lisura da votação intensificou a cobrança.

Corvetto reconheceu atrasos logísticos que forçaram a prorrogação da votação, principalmente em Lima. As críticas aumentaram após as suspeitas de fraude envolvendo López Aliaga.

Investigação e observação externa

O Júri Nacional de Eleições acionou promotores com base em supostas irregularidades, incluindo possíveis violações de direitos de voto. Representantes de Corvetto não comentaram o assunto.

Também há uma investigação policial após materiais de quatro seções serem encontrados em via pública. O escritório eleitoral informou que esses votos já haviam sido registrados. Observadores da União Europeia disseram não encontrar indícios de fraude.

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