- Donald Trump disse, em Phoenix, que vai pegar o urânio enriquecido do Irã “de um jeito ou de outro”, inclusive sugerindo uma incursão com tropas para extrair o material.
- O Irã negou as alegações, afirmando que a transferência de urânio enriquecido para os EUA nunca foi discutida em negociações.
- A versão americana é de que operações com aviões bombardeiros destruíram grande parte da capacidade nuclear iraniana, mas parte do material ficou enterrada no subsolo.
- Trump disse que o programa nuclear iraniano é um risco à segurança global e que, se não houver acordo, poderá recorrer a ações “de qualquer forma” para obter o material.
- O presidente também comentou o Estreito de Ormuz, criticou a Otan por não ajudar mais e citou que França e Reino Unido trabalham com aliados europeus em uma missão neutra para manter a rota aberta.
Donald Trump declarou, em comício em Phoenix, Arizona, que pretende obter urânio enriquecido do Irã, seja por vias “normais” ou por medidas drásticas. O presidente dos EUA afirmou que o material, usado para fabricar bombas nucleares, deve ser retirado do Irã, mesmo diante de resistência diplomática.
O Irã negou veementemente a alegação. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, chamou as afirmações de inverídicas e disse que não houve qualquer sugestão de transferência do urânio enriquecido para os EUA em negociações.
Trump já havia falado, na quinta-feira, sobre uma suposta concordância iraniana em ceder o material voluntariamente. A administração americana sustenta que operações com bombardeiros B-2, iniciadas em junho do ano passado, destruíram grande parte das capacidades nucleares do Irã, mantendo ainda resíduos subterrados.
Durante o discurso, o republicano reiterou a posição de que o programa nuclear iraniano representa risco à segurança global e defendeu o desmantelamento de qualquer capacidade de produção de armas. Em seu tom provocador, citou alternativas para recuperar o material caso as negociações não avancem.
Estreito de Ormuz
Trump comentou sobre a abertura do Estreito de Ormuz, citando a atuação da Marinha dos EUA e críticas ao papel da Otan. Chamou a atenção para uma suposta ajuda que, segundo ele, a aliança poderia fornecer, mas indicou que prefere não contar com o suporte devido a falhas apontadas.
A Otan foi mencionada pelo exército americano como parceira em futuras ações, mas Trump disse ter recebido uma proposta de apoio apenas recentemente, apesar de haver ressalvas quanto à utilidade do suporte.
França e Reino Unido já têm articulado, junto a outros aliados europeus, uma missão neutra para manter a passagem de petróleo e gás natural pelo estreito, buscando garantir fluxo comercial enquanto as questões entre EUA e Irã seguem em debate.
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