- Lula discursou em Barcelona, no Fórum Democracia Sempre, defendendo multilateralismo e dizendo que a violência em guerras recai sobre os pobres.
- O presidente afirmou que há mais de setecentos e sessenta milhões de pessoas com fome no mundo e que o planeta vive o maior número de conflitos desde a Segunda Guerra Mundial.
- Ele pediu à ONU que convoque reuniões extraordinárias do Conselho de Segurança, mesmo sem a concordância dos cinco membros permanentes.
- Lula também criticou plataformas digitais e pediu que a ONU lidere regras globais para regular essas plataformas, visando soberania eleitoral.
- A agenda na Europa prevê viagem à Alemanha para Hannover Messe e encontro com o chanceler, encerrando a viagem com breve visita de Estado a Portugal.
Luiz Inácio Lula da Silva abriu a sessão do Fórum Democracia Sempre em Barcelona, na Espanha, neste sábado. O presidente brasileiro criticou guerras em curso, pediu fortalecer o multilateralismo e destacou impactos sociais das disputas armadas. O evento ocorre durante a visita dele a três países europeus.
Em Barcelona, Lula afirmou que as consequências dos conflitos recaem sobre os mais pobres e questionou o peso da responsabilidade de governos nas guerras. Ele afirmou que o mundo não precisa de mais confrontos e citou dados sobre fome, analfabetismo e doenças como exemplos de urgência social.
O discurso ocorreu durante a 4ª reunião de alto nível do Fórum Democracia Sempre, que reúne líderes de Brasil, Espanha, Colômbia, Chile e Uruguai, entre outros. Lula pediu ação coordenada da ONU e sugeriu que o secretário-geral convoque reuniões extraordinárias, mesmo sem consenso entre os membros permanentes do Conselho de Segurança.
Ele criticou invasões e tensões no Oriente Médio, destacando a invasão da Ucrânia pela Rússia e a situação em Gaza, além de apontar conflitos envolvendo os Estados Unidos e o Irã. O objetivo é reforçar a necessidade de regras globais e respeito à soberania.
Além das questões de paz, o presidente abordou o papel das plataformas digitais na política. Disse ser necessária atuação da ONU para estabelecer regras compartilhadas que protejam a soberania eleitoral e evitem interferência em eleições de outros países.
No âmbito do Fórum, o Brasil participa acompanhado de Espanha, Colômbia, Chile e Uruguai desde a criação da iniciativa em 2024. Em Barcelona, estiveram presentes autoridades de alto nível, incluindo presidentes e representantes dos países participantes.
Agenda europeia de Lula continua na Alemanha, com participação na Hannover Messe e encontro com o chanceler alemão Friedrich Merz. A viagem termina em Portugal, com encontros oficiais em Lisboa com o primeiro-ministro Luís Montenegro e o presidente António José Seguro.
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