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Lula pede ao Conselho de Segurança da ONU que pare a guerra

Lula pede aos cinco membros permanentes da ONU que encerrem a ‘loucura de guerra’ e defende equidade no Conselho, FMI e Banco Mundial

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva participa da 4.ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia, em Barcelona — Foto: Ricardo Stuckert/PR
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  • Lula pediu aos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU para interromper a “loucura de guerra”, em Barcelona, durante a 1ª Reunião da Mobilização Progressista Global.
  • Disse que o Conselho virou cinco “senhores de guerra”, pois um país veta sempre que o outro aprova.
  • Defendeu mudanças na governança global e mais igualdade entre países desenvolvidos e em desenvolvimento no Conselho, no FMI, no Banco Mundial e na OMC.
  • Citou conflitos envolvendo membros permanentes — Iraque, Líbia e ataques de Israel à Faixa de Gaza — e enfatizou que não quer guerra fria entre China e Estados Unidos.
  • Propôs redirecionar recursos de armamentos para combate à insegurança alimentar, além de investimentos em energia e saúde, e criticou o Sul Global por tarifas abusivas e dívidas impagáveis.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo aos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, pedindo que interrompam a “loucura de guerra”. O pedido foi feito durante um evento na Espanha, em Barcelona, na 1ª Reunião da Mobilização Progressista Global.

O encontro ocorreu no contexto da 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia. Lula ressaltou a necessidade de cumprir as obrigações de manter a paz mundial e instou os países a convocarem uma reunião para evitar o conflito armado.

Ele criticou a atuação repetida de veto entre os membros permanentes, afirmando que o Conselho se tornou um espaço dominado por cinco potências. Segundo o presidente, a credibilidade da ONU sofreu com esse formato.

Mudança de governança

Lula defendeu que países desenvolvidos e em desenvolvimento possam atuar em igualdade no Conselho de Segurança, bem como no Banco Mundial, FMI e OMC. A ideia é reduzir desigualdades na governança global.

O presidente também mencionou conflitos envolvendo potências com assento permanente, citando guerras no Iraque, na Líbia e ataques de Israel à Faixa de Gaza. Ele afirmou que não há desejo de nova guerra fria entre China e EUA.

Prioridades de investimento

Outro eixo destacado foi a redistribuição de recursos: em vez de gastos militares, o governo deveria investir em combate à insegurança alimentar, além de promover energia e saúde.

Lula destacInou ainda os efeitos dos conflitos sobre o Sul Global, apontando que países mais pobres pagam a conta de guerras e de mudanças climáticas, sendo tratados como periferia econômica pelos grandes polos de poder.

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