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Cessar-fogo em risco: Irã teria chave do acordo, diz professor

Cessar-fogo em risco: Irã domina Ormuz e força negociação, enquanto Trump teme custo político de uma eventual derrota nas eleições

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  • O presidente Donald Trump acusou o Irã de violar o cessar-fogo ao alegar ataques a navios próximos ao estreito de Ormuz.
  • Trump afirmou, via redes sociais, que envios americanos devem chegar ao Paquistão na segunda-feira para novas negociações e manteve a ameaça de destruir pontes e usinas iranianas se o país não aceitar suas condições.
  • O professor Leonardo Trevisan, da ESPM, disse que o Irã entende que as regras do acordo sobre Ormuz valeriam apenas para os iranianos, não para os Estados Unidos.
  • Trevisan afirmou que “Ormuz está na mão do Irã, é um fato indiscutível”, destacando que o Irã tem posição de força e pode cobrar negociações sem imposições.
  • O especialista reforça que Trump não pode admitir derrota por motivos políticos, já que uma possível derrota do Partido Republicano nas eleições de novembro poderia ter custo alto, com inflação, desemprego e alta de gasolina citados como impactos.

Donald Trump acusou o Irã de violar o cessar-fogo entre as nações, afirmando, via rede social, que Teerã disparou contra navios perto do estreito de Ormuz. O presidente dos EUA também sugeriu novas negociações com o Paquistão para segunda-feira, 20, para avançar na Câmara de negociações.

Trump manteve a ameaça de destruir pontes e usinas iranianas caso o país não aceite suas condições. Segundo o anúncio, enviados dos EUA devem chegar ao Paquistão para tratar de novos caminhos de diálogo.

Segundo o professor Leonardo Trevisan, especialista em Relações Internacionais da ESPM, a leitura é de que o Irã tem condições de impor o ritmo das negociações. Ele explicou que o acordo atual limitava regras apenas para os iranianos.

Trevisan diz que o Irã concluiu que as regras do acordo sobre Ormuz não valem para os americanos. O professor afirma ainda que o Irã detém uma posição de força geográfica na região.

Apesar do cenário tenso, Trevisan afirma que Trump não pode admitir derrota por levar em conta o custo político nas eleições de novembro. Ele aponta o risco de reação negativa caso o governo seja visto como fracassado.

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