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Espanha propõe à UE romper acordo de associação com Israel

Governo espanhol pedirá à União Europeia o rompimento do acordo de associação com Israel, por violações de direitos humanos

Pedro Sánchez, primeiro-ministro da Espanha - Metrópoles
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  • Espanha pedirá à União Europeia, em de abril, que rompa o acordo de associação com Israel, com base numa cláusula que exige o respeito aos direitos humanos.
  • O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez durante comício em Andaluzia, a cerca de 440 quilômetros de Madrid, no dia 19 de abril.
  • A UE é o maior parceiro comercial de Israel, com relação estimada em mais de 45 mil milhões de euros por ano.
  • Espanha, Irlanda e Eslovênia enviaram à Comissão Europeia uma carta para que o tema seja discutido na próxima reunião de ministros das Relações Exteriores da UE.
  • O país já havia reconhecido o Estado da Palestina em 2024 e tem adotado posição contrária a apoios à guerra no conflito regional.

A Espanha anunciou, durante um comício em Andaluzia, que pedirá à União Europeia para romper o acordo de associação com Israel. O evento ocorreu neste domingo, a 440 km de Madrid, com o primeiro-ministro Pedro Sánchez no palco. A proposta deve ser apresentada na próxima terça-feira.

A base do pleito é o acordo firmado na década de 2000, que contém uma cláusula que exige o respeito aos direitos humanos. O governo espanhol afirma que, diante de violações ao direito internacional, o relacionamento com Israel não pode continuar sob as mesmas condições.

A União Europeia figura como principal parceira comercial de Israel, com um volume de negócios estimado em mais de 45 bilhões de euros anuais. A posição de Madrid vem amplamente ganhando apoio no cenário internacional, conforme avanços diplomáticos.

Desdobramentos diplomáticos indicam que Espanha, acompanhada por Irlanda e Eslovênia, enviou, no dia 17/4, uma carta à Comissão Europeia solicitando levar o tema à próxima reunião de ministros das Relações Exteriores da UE. O objetivo é abrir o debate sobre o rompimento.

Por outro lado, o governo israelense, liderado por Benjamin Netanyahu, criticou a atuação da Espanha em uma campanha diplomática contra Israel e impôs restrições a participação espanhola em iniciativas conduzidas pelos EUA para estabilizar a região após a guerra.

A revisão do acordo UE-Israel foi demandada pela Espanha e pela Irlanda pela primeira vez em 2024, como resposta às ações desencadeadas após ataques do Hamas e à resposta de Teerã. Em 2023, Madrid já reconheceu o Estado da Palestina.

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