- O presidente Donald Trump afirmou que a Marinha dos EUA disparou contra e apreendeu o navio de carga com bandeira iraniana TOUSKA, após ele não parar ao deixar o Estreito de Ormuz, no Golfo de Omã.
- O destróier norte‑americano teria aberto um buraco na casa de máquinas do navio, que já estava sob sanções do Tesouro e agora está sob posse dos EUA.
- O episódio ocorreu dias depois de declarações sobre negociações de paz em Islamabad; o Irã disse não vislumbrar uma perspectiva clara de acordo.
- O bloqueio naval dos EUA continua a impactar a rota pelo Estreito de Ormuz, que é passagem de cerca de um quinto do petróleo e do gás natural, complicando o comércio e a energia mundial.
- Autoridades dos EUA e do Irã sinalizam movimentos diplomáticos distintos: membros da equipe de Washington devem viajar a Islamabad, enquanto Teerã mantém postura cautelosa quanto às negociações previstas.
O governo dos EUA afirma ter apreendido um navio de carga com bandeira iraniana no Golfo de Omã, após ele ignorar avisos para parar ao deixar o Estreito de Ormuz. O episódio é o primeiro grande confronto desde o início do bloqueio naval, há uma semana, segundo a Casa Branca.
Segundo Donald Trump, o navio TOUSKA — quase 900 pés de comprimento — tentou atravessar o bloqueio e não acatou a ordem de parada emitida por um destróier norte-americano equipado com mísseis guiados. O navio foi alvejado e, após isso, ficou sob posse dos EUA.
O incidente ocorreu poucas horas após declarações sobre negociações de paz entre EUA e Irã em Islamabad. Trump disse ver oportunidade de acordo, enquanto Teerã afirmou não haver perspectiva clara de entendimento. O cessar-fogo atual vence na próxima terça-feira.
O presidente norte-americano afirmou, em redes sociais, que oferecia um acordo justo e razoável e que, se não aceito, haveria destruição de usinas de energia e pontes no Irã. Autoridades da Casa Branca não comentaram oficialmente a posição iraniana.
A delegação dos EUA para as negociações pode incluir o vice-presidente, o enviado Steve Witkoff e Jared Kushner, segundo relatos de funcionários da Casa Branca, com viagem prevista para Islamabad.
A TV iraniana citou um integrante da equipe de negociação afirmando que não há perspectiva clara de negociações produtivas e negando participação nas conversas previstas para a semana. O IRIB citou ainda críticas a supostos excessos norte-americanos e à manutenção do bloqueio naval.
O Irã anunciou regras para o Estreito de Ormuz, incluindo tarifas e uma lei para regular o estreito. Entre as medidas estão a proibição de passagem de embarcações ligadas a Israel e a exigência de autorização do Conselho de Segurança Nacional para navios de países considerados hostis.
A Guarda Revolucionária Islâmica alertou que embarcações não devem deixar pontos de ancoragem no Golfo Pérsico e no Mar de Omã, sob pena de cooperação com o inimigo. O Joint Maritime Information Center classifica o risco na região como crítico, com ataques e minas relatados.
A região continua marcada por tensões, com o Irã reabrindo o estreito após fechamento temporário e Island de compromissos militares. As declarações conflitantes entre Washington e Teerã, combined com ações no Oriente Médio, mantêm o cenário volátil.
Desdobramentos recentes incluem ataques a navios na região, além de encontros na área entre forças de diferentes países. Houve também resposta de Israel a ações de sabotagem, elevando o nível de tensão regional.
O mercado respondeu com queda do petróleo e do dólar ante moedas importantes, diante da percepção de risco elevado para o fluxo energético global e das negociações em curso. O Brent caiu para perto de US$ 90 o barril, após rápidas oscilações.
Observação: as informações são baseadas em dados disponíveis até o momento, com fontes associadas a declarações oficiais e veículos de imprensa.
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