- O Exército de Israel publicou pela primeira vez um mapa da nova linha de deslocamento no Líbano, neste domingo, 19.
- A área delineada no mapa se estende de leste a oeste entre cinco e dez quilômetros dentro do território libanês, com dezenas de vilarejos sob controle israelense.
- Israel pretende criar uma zona-tampão ao sul da linha, após o cessar-fogo com o Hezbollah, apoiado pelo Irã.
- O acordo, apoiado pelos Estados Unidos, visa abrir espaço para negociações entre EUA e Irã, mantendo as forças israelenses em posições no sul do Líbano.
- Civis libaneses puderam acessar alguns vilarejos dentro ou além da linha, mas as autoridades israelenses seguem barrando o acesso à maioria dos locais ao sul.
O Exército de Israel divulgou neste domingo um mapa que mostra a nova linha de deslocamento no Líbano. A publicação ocorre dias após a entrada em vigor de um cessar-fogo com o Hezbollah, apoiado pelo Irã. O objetivo declarado é criar uma zona-tampão ao sul das suas posições.
A linha traçada pelo mapa estende-se de leste a oeste, penetrando entre 5 e 10 quilômetros no território libanês. Dezenas de vilarejos libaneses, muitos desocupados, aparecem sob controle israelense. O acordo de cessar-fogo foi mediado pelos Estados Unidos.
Mapa e objetivos do cessar-fogo
O acordo, fruto de negociações entre EUA, Israel e Líbano, foi firmado após as primeiras conversas diretas entre Israel e o Líbano em décadas, em 14 de abril. O texto permite avanços diplomáticos com o Irã, mantendo posições israelenses no sul do Líbano.
Desdobramentos no terreno e reação local
Forças israelenses destruíram vilarejos na área, segundo a justificativa de proteger cidades do norte de Israel contra ataques do Hezbollah. Civis libaneses conseguiram alcançar alguns vilarejos dentro ou além da linha, mas a maioria permaneceu bloqueada aos moradores.
O ministro da Defesa de Israel declarou que casas exploradas pelo Hezbollah poderão ser demolidas e estruturas suspeitas de explosivos devem ser destruídas. O Líbano informou que a guerra foi deflagrada em 2 de março, com a atuação do Hezbollah em apoio ao Irã.
Contexto humanitário e militar
Desde o início do confronto, autoridades libanesas estimam mais de 2.100 mortes no Líbano, incluindo centenas de crianças, e o deslocamento de mais de 1,2 milhão de pessoas. Em Israel, houve vítimas civis e militares, com centenas de combatentes do Hezbollah mortos segundo fontes locais.
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