- O Estreito de Ormuz ficou quase paralisado neste domingo, depois que o Irã reverteu a decisão de reabrir a via e avisou que bloquearia as travessias enquanto perdurasse o bloqueio americano aos portos iranianos.
- A rota passava, antes da crise, por um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, tornando o bloqueio uma ameaça direta à energia global.
- O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse que as negociações com os Estados Unidos avançam, ainda com divergências significativas, e que as Forças Armadas estão prontas para agir durante as conversas.
- As ações dos Estados Unidos e as declarações da Guarda Revolucionária deixaram claro que navios podem ser interceptados ou atacados caso estejam em zonas consideradas de cooperação com o inimigo.
- O cessar-fogo no Líbano, ligado à decisão de permitir o tráfego por Ormuz, continua instável, com ofensivas israelenses contra o que descrevem como alvos de sabotadores e preocupação com o desfecho das negociações na região.
O Estreito de Ormuz voltou a ficar sob tensão neste domingo, com o Irã revertendo a decisão de reabrir a passagem e anunciando que bloquearia travessias caso o bloqueio aos portos iranianos permanecesse. Navios aguardavam instruções das forças armadas iranianas sobre a possibilidade de passagem, segundo a agência Mehr.
A situação, que envolve cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito mundial transportados pela rota, aumenta a incerteza sobre o abastecimento energético global e pode atrasar o avanço de acordo de paz entre Estados Unidos e Irã. O impasse ocorre em meio a negociações sobre o programa nuclear iraniano e a situação no Líbano.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que, apesar das divergências, as negociações seguem e as forças armadas estão prontas para agir durante as tratativas. Ele acrescentou que não é permitido que outros passem pelo estreito enquanto o Irã enfrenta o bloqueio americano.
Conforme reportado pelo Wall Street Journal, autoridades americanas teriam sinalizado planos de abordar petroleiros vinculados ao Irã e confiscar navios comerciais para pressionar Teerã a reabrir Ormuz. A Casa Branca não comentou oficialmente a notícia.
No Irã, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, afirmou que o urânio enriquecido é sagrado e não será transferido, reiterando a posição de defesa do material sob controle iraniano. Oficiais dos EUA veem o urânio como fator central para qualquer acordo mais amplo.
Paralelamente, houve relatos de ações militares no Líbano: a defesa israelense informou ter atacado supostos sabotadores próximos às suas tropas, enquanto Israel também conduzia operações contra alvos ligados ao Hezbollah. O cenário levantava dúvidas sobre a possibilidade de um cessar-fogo estável na região.
Analistas da Bloomberg Economics destacaram que, mesmo diante de sinais de avanço, o acordo pode permanecer frágil e limitado, sem garantir paz duradoura. As oscilações de preços de petróleo e energia acompanharam as colocações de mercado, refletindo a instabilidade geopolítica.
Fontes: agências internacionais e veículos de comunicação com cobertura sobre o tema, incluindo relatos de autoridades norte-americanas e iranianas.
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