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Irã condiciona abertura de Ormuz ao fim do bloqueio portuário dos EUA

Irã exige fim do bloqueio portuário dos EUA para abrir o Estreito de Ormuz, mantendo restrições enquanto durar a medida americana

Pessoas caminham em rua com pôsteres do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, em Isfahan, no Irã. Foto: REUTERS/Alaa Al Marjani
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  • O Irã disse que vai restringir a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz enquanto o bloqueio dos EUA aos portos iranianos estiver em vigor.
  • O principal negociador iraniano nas conversas com os EUA, o presidente do parlamento, Mohammed Bagher Qalibaf, chamou o bloqueio de “decisão ingênua tomada por ignorância” e afirmou que o Irã não recuará na diplomacia.
  • O Irã havia anunciado a reabertura do estreito após uma trégua de dez dias entre Israel e o grupo Hezbollah, na sexta-feira, mas manteve as restrições após a declaração de Trump de que o bloqueio continua.
  • Houve aumento nas tentativas de trânsito no sábado, com disparos contra dois navios de bandeira indiana, que retornaram; o estreito voltou ao status quo e segue sob tensão no Golfo.
  • Mediadores paquistaneses trabalham para uma nova rodada de negociações diretas; autoridades paquistanesas reforçaram a segurança em Islamabad e o Irã recebeu novas propostas dos Estados Unidos.

O Irã manteve restrições à passagem de navios pelo Estreito de Ormuz enquanto perdurar o bloqueio americano aos portos iranianos. A posição foi reafirmada dias após o anúncio de uma trégua entre Israel e Hezbollah ter sido visto como condição para a reabertura do estreito.

O principal negociador iraniano nas conversas com os EUA, o presidente do parlamento Mohammed Bagher Qalibaf, afirmou que o bloqueio norte-americano é uma decisão ingênua tomada por ignorância. Ele disse buscar a paz, mas sem recuos diplomáticos.

Qalibaf classificou o bloqueio como incompatível com qualquer acordo que envolva o estreito. Ao mesmo tempo, o Irã sinalizou que pode flexibilizar as restrições caso o bloqueio seja suspenso pelos EUA, abrindo espaço para uma renegociação.

O Irã tinha anunciado a possível reabertura do estreito após uma trégua de 10 dias entre Israel e o Hezbollah, mas a declaração de Trump de manter o bloqueio em vigor manteve as restrições. O impasse permanece.

No Golfo, navios de origem indiana enfrentaram disparos que os obrigaram a recuar, levando a uma retomada do status quo no estreito. Isso impacta o trânsito de cerca de 20% do comércio global de petróleo.

Paralelamente, no cenário de guerra, o governo iraniano relatou novas propostas dos EUA em meio a mediadores paquistaneses que trabalham para uma nova rodada de negociações diretas. As autoridades paquistanesas reforçam a segurança em Islamabad.

Segundo fonte regional, equipes de segurança dos EUA já estão no local, preparando o terreno para avanços nas conversas. O cessar-fogo continua vigente, porém o impasse no estreito eleva o risco de escalada futura.

Autoridades lembram que, mesmo com o cessar-fogo, o estreito continua a ser uma rota estratégica e sensível. A comunidade internacional monitora o impacto potencial sobre a crise energética global enquanto o conflito permanece em estágio crítico.

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