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Lula afirma que o mundo não pode se curvar a quem faz guerra no Twitter

Lula aponta aumento de conflitos e críticas a decisões unilaterais, questiona o papel da ONU e defende democracia e soberania dos países

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva discursa durante a cerimônia de abertura da Hannover Messe no Hannover Congress Centrum (HCC), em Hannover, Alemanha, em 19 de abril de 2026. REUTERS/Fabian Bimmer
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  • Lula, em Hannover, criticou guerras globais e a diferença entre gastos com conflito e investimentos para acabar com a fome no mundo.
  • Questionou o papel do Conselho de Segurança da ONU e citou líderes como Trump, Putin, Xi Jinping, Macron e o premier do Reino Unido, perguntando para que serve o órgão.
  • Disse que o mundo vive o maior número de conflitos desde a Segunda Guerra Mundial, mesmo com avanços tecnológicos.
  • Destacou impactos econômicos da guerra no Irã e a alta do petróleo, mencionando medidas do governo para conter custos no Brasil.
  • Defendeu cooperação internacional aberta ao diálogo, condicionando parcerias ao respeito à democracia e à soberania dos povos.

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva discursou na Hannover Messe, na Alemanha, no domingo. O foco foi abordar conflitos internacionais e questionar o papel das grandes potências, sem citar nomes de forma direta, mas deixando claro o recado a decisões unilaterais.

Lula destacou o grande número de guerras em curso e criticou a disparidade entre recursos investidos em conflitos e a necessidade de combater a fome no mundo. O discurso mostrou preocupação com avanços tecnológicos coexistindo com crises humanitárias.

No encerramento, o presidente afirmou que não é aceitável que o mundo se curve a um comportamento de quem, por meio de e-mails ou redes sociais, pode taxar produtos, punir países ou fazer guerra. Ele fez referência indireta a esse tipo de atitude, sem mencionar indivíduos específicos.

Contexto internacional e críticas a decisões de liderança

O chefe de governo brasileiro questionou a atuação de potências ao perguntar qual é a função do Conselho de Segurança da ONU diante da atual situação global. Segundo ele, os cinco membros permanentes foram criados para promover a paz, mas o mundo enfrenta o oposto hoje.

Lula disse que recursos destinados a guerras alcançam cifras bilionárias, enquanto as ações para erradicar a fome mundial ficam assim relegadas. A fala ocorreu após o aumento das tensões internacionais e de conflitos envolvendo grandes potências.

O presidente citou o cenário de conflitos no Oriente Médio, o impacto de decisões de governos e a necessidade de redirecionar investimentos para fins humanitários. Ele ressaltou ainda a correlação entre a guerra e o preço internacional do petróleo, que afeta o Brasil.

Além disso, o Brasil tem adotado medidas para conter impactos econômicos internos, diante da alta dos combustíveis e de pressões econômicas externas. A posição de Lula enfatiza a defesa da cooperação internacional como alternativa a disputas entre grandes potências.

Compromisso com democracia, soberania e diálogo

Durante o discurso, Lula reforçou a ideia de que a cooperação deve respeitar a democracia e a soberania de cada país. O objetivo, segundo ele, é estabelecer relações pautadas pelo fortalecimento da democracia e pela proteção dos interesses nacionais.

O presidente também mencionou a importância de refletir sobre os impactos da inteligência artificial e de envolver trabalhadores no desenvolvimento tecnológico. A mensagem final foi de abertura ao diálogo internacional, condicionado ao respeito às regras democráticas e à soberania nacional.

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