- Lula chamou de “maluquice” o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, em discurso na abertura da Feira Industrial de Hannover, na Alemanha.
- Disse que o Brasil é um dos países menos afetados pela alta do petróleo no mercado internacional, citando que o país importa apenas 30% de seu óleo diesel.
- Dirigiu o recado diretamente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
- Criticou a omissão do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas na intermediação de guerras e cobrou ações dos cinco membros permanentes.
- O comentário ocorreu um dia após Lula criticar, em discurso na Espanha, a possibilidade de guerras provocadas por tweets de chefes de Estado.
Luiz Inácio Lula da Silva classificou neste domingo, 19 de abril, o conflito envolvendo EUA, Israel e Irã como uma “maluquice” durante a cerimônia de abertura da feira Industrial de Hannover, na Alemanha. O presidente afirmou que o Brasil está menos vulnerável ao aumento do petróleo no mercado internacional graças a medidas governamentais e ao fato de importar apenas 30% do óleo diesel.
O discurso ocorreu em meio a críticas ao papel do Irã no conflito e ao impacto econômico global. Lula citou que o país tem adotado ações que limitam a exposição brasileira aos oscilações do petróleo e ressaltou que a guerra no Golfo Pérsico tem influenciado o cenário energético mundial, afetando alguns parceiros de forma mais direta.
Ao abordar o tema, o presidente também mencionou a situação de organismos internacionais. Ele questionou a atuação do Conselho de Segurança da ONU, destacando a necessidade de intervenção para reduzir conflitos e redirecionar recursos destinados a guerras para ações humanitárias.
O discurso no Hannover Messe marcou uma resposta direta ao tom adotado por Washington, que o presidente brasileiro já havia criticado indiretamente na Espanha, ao evitar que o mundo seja submetido a constantes ameaças de guerras via redes sociais.
ONU
Lula cobrou aos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança que atuem com mais decisão para deter guerras em curso e para abrir caminhos de uso de recursos em auxílio aos refugiados e vítimas de conflitos. Ele questionou a eficácia do órgão diante de crises contínuas.
Entre na conversa da comunidade