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Lula classifica maluquice do conflito no Oriente Médio em recado a Trump

Lula chama de maluquice o conflito no Irã e diz que o Brasil é pouco afetado pela alta do petróleo, cobrando atuação do Conselho de Segurança da ONU

Além de caracterizar o conflito no Irã como maluquice, o presidente brasileiro criticou a omissão do Conselho de Segurança da Oranização das Nações Unidas (ONU) em seu papel de intermediar guerras em curso - (crédito: Ricardo Stuckert / PR)
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  • Lula chamou de “maluquice” o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, em discurso na abertura da Feira Industrial de Hannover, na Alemanha.
  • Disse que o Brasil é um dos países menos afetados pela alta do petróleo no mercado internacional, citando que o país importa apenas 30% de seu óleo diesel.
  • Dirigiu o recado diretamente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
  • Criticou a omissão do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas na intermediação de guerras e cobrou ações dos cinco membros permanentes.
  • O comentário ocorreu um dia após Lula criticar, em discurso na Espanha, a possibilidade de guerras provocadas por tweets de chefes de Estado.

Luiz Inácio Lula da Silva classificou neste domingo, 19 de abril, o conflito envolvendo EUA, Israel e Irã como uma “maluquice” durante a cerimônia de abertura da feira Industrial de Hannover, na Alemanha. O presidente afirmou que o Brasil está menos vulnerável ao aumento do petróleo no mercado internacional graças a medidas governamentais e ao fato de importar apenas 30% do óleo diesel.

O discurso ocorreu em meio a críticas ao papel do Irã no conflito e ao impacto econômico global. Lula citou que o país tem adotado ações que limitam a exposição brasileira aos oscilações do petróleo e ressaltou que a guerra no Golfo Pérsico tem influenciado o cenário energético mundial, afetando alguns parceiros de forma mais direta.

Ao abordar o tema, o presidente também mencionou a situação de organismos internacionais. Ele questionou a atuação do Conselho de Segurança da ONU, destacando a necessidade de intervenção para reduzir conflitos e redirecionar recursos destinados a guerras para ações humanitárias.

O discurso no Hannover Messe marcou uma resposta direta ao tom adotado por Washington, que o presidente brasileiro já havia criticado indiretamente na Espanha, ao evitar que o mundo seja submetido a constantes ameaças de guerras via redes sociais.

ONU

Lula cobrou aos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança que atuem com mais decisão para deter guerras em curso e para abrir caminhos de uso de recursos em auxílio aos refugiados e vítimas de conflitos. Ele questionou a eficácia do órgão diante de crises contínuas.

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