- Lula discursou na abertura da Hannover Messe, na Alemanha, em pouco mais de 20 minutos, elogiando o acordo Mercosul-União Europeia e destacando a geopolítica global atual.
- Defendeu a imigração e lamentou que muitos países não aceitem imigrantes em busca de novas oportunidades, lembrando a formação do Brasil por povos de diversas origens.
- Pediu o fim de “narrativas falsas” sobre a sustentabilidade da agricultura brasileira e afirmou que barreiras adicionais ao acordo com a UE seriam contraproducentes, incluindo o biofuel.
- Reiterou críticas ao papel do Conselho de Segurança da ONU, à Organização Mundial do Comércio e à política externa dos Estados Unidos de Donald Trump, comentando os impactos da guerra no Irã.
- Ressaltou que o Brasil é um dos menos afetados pelo conflito no Oriente Médio, pela posição de produtor de petróleo e por medidas para controlar preços dos combustíveis, e classificou a participação no evento como reconhecimento internacional.
Na Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu a Hannover Messe com um discurso voltado a imigração, ao acordo entre Mercosul e União Europeia e às críticas a organismos multilaterais. Em pouco mais de 20 minutos, ele defendeu o fluxo de pessoas como motor de desenvolvimento e minimizou críticas sobre a sustentabilidade da agricultura brasileira no acordo com a UE.
Lula destacou a história de imigração do próprio Brasil para sustentar a ideia de saudação a migrantes. Ele ressaltou que o país foi formado por diferentes povos ao longo de séculos e que o apoio a imigrantes é parte de sua identidade nacional, mesmo em contextos de siglas de políticas públicas.
Imigração, comércio e críticas a instituições
O presidente mencionou medidas migratórias rígidas na União Europeia, com a possibilidade de envio de migrantes a países terceiros durante a avaliação de pedidos de asilo. O tema, segundo ele, tem impacto direto sobre o debate do acordo UE-Mercosul, que deve entrar em vigor em maio.
Durante o discurso, Lula também elogiou o acordo comercial entre a UE e o Mercosul, mas pediu o fim de narrativas que questionam a sustentabilidade da agricultura brasileira. Além disso, criticou barreiras protecionistas como contraproducentes para o desenvolvimento regional e citou o biocombustível do Brasil dentro do debate.
Política internacional e posição brasileira
O petista reiterou críticas a organizações globais como ONU e OMC, defendendo reformas que favoreçam o Sul Global. Em relação ao Irã, ele apontou impactos sobre populações vulneráveis e criticou a política do governo americano, citando o ex-presidente Donald Trump sem apontar nomes diretamente.
Lula afirmou que o Brasil figura entre os países menos afetados pelo conflito no Oriente Médio, atribuindo esse contexto a sua atuação como produtor de petróleo e às políticas de controle de preços da energia adotadas pelo governo. O encontro reforçou a imagem do Brasil como parceiro estável em meio a tensões globais.
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