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Lula defende refugiados: Brasil foi criado por imigrantes

Durante a Hannover Messe, Lula afirma que o Brasil foi criado por imigrantes e questiona o Conselho de Segurança da ONU pela falta de resolução de guerras

Lula participa de feira de tecnologia na Alemanha - (crédito: Reprodução/Youtube LulaOficial)
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  • Em Hannover Messe, a maior feira industrial do mundo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu imigrantes e refugiados, enfatizando que o Brasil foi criado por imigrantes.
  • Lula afirmou que não tem oposição a imigrantes e ressaltou o papel histórico de refugiados de guerras.
  • Questionou o Conselho de Segurança da ONU e pediu que líderes mundiais cessem guerras e destinassem recursos para acolher refugiados.
  • Destacou a imigração histórica no Brasil, mencionando portugueses em 1500 e a escravidão africana a partir de 1650, com cerca de 5 milhões de negros presentes no país durante 350 anos.
  • Lembrou ainda da participação de alemães, italianos, espanhóis, japoneses e árabes na formação da sociedade brasileira.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou guerras em curso e defendeu refugiados durante a abertura da Hannover Messe, a maior feira industrial do mundo, realizada em Hannover, na Alemanha. O discurso ressaltou a importância de acolher imigrantes, afirmando que o Brasil foi formado por pessoas de diferentes origens.

Lula questionou a atuação do Conselho de Segurança da ONU e cobrou maior atuação dos líderes globais para interromper conflitos. Ele sugeriu que recursos destinados a guerras poderiam ser usados para atender milhões de deslocados que buscam refúgio em outros países.

Contexto histórico da imigração no Brasil

O presidente destacou o papel da imigração na formação do Brasil, citando a presença de portugueses desde o século XVI e a escravização de africanos a partir de 1650, com cerca de 5 milhões de negros forçados a trabalhar no país por 350 anos. Também mencionou a contribuição de alemães, italianos, espanhóis, japoneses e árabes para a sociedade brasileira.

Lula afirmou que é impossível ser contrário à imigração, dada a participação desses povos na construção da identidade, da cultura e da vida econômica do Brasil. O tom do discurso manteve o foco na defesa de políticas de acolhimento e no repúdio a conflitos que geram deslocamentos forçados.

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