- Na Hannover Messe, Lula pediu a refundação da OMC, afirmando que o protecionismo é uma resposta falaciosa a crises econômicas e sociais.
- A fala ocorreu após a 14ª Conferência Ministerial da OMC, em Yaoundé, ter terminado sem acordos significativos sobre agricultura e comércio digital.
- O presidente defende um multilateralismo justo que incorpore os interesses do Sul Global, apontando a necessidade de um novo paradigma de desenvolvimento.
- Citou o acordo Mercosul–União Europeia, que entra em vigor em menos de duas semanas, como exemplo de diversificação de parcerias, com mercado de 720 milhões de pessoas e PIB de US$ 23 trilhões.
- Durante a agenda na Europa, Lula ressaltou o papel do Brasil no modelo energético, cobrou respostas à escalada de guerras e questionou o funcionamento do Conselho de Segurança da ONU, antes de seguir para Lisboa.
Na Hannover Messe, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a refundação da Organização Mundial do Comércio (OMC). Ele afirmou que o protecionismo é uma resposta falaciosa a crises econômicas e sociais. A declaração ocorreu no domingo, na abertura da feira na Alemanha.
Lula criticou a paralisia da OMC e os impasses da última conferência ministerial. Ele disse que é necessário um multilateralismo mais justo, que incorpore os interesses do Sul Global, diante das tensões geopolíticas e do avanço de medidas protecionistas. A 14ª Conferência Ministerial da OMC, em Yaoundé, Camarões, terminou sem acordos significativos.
Contexto e cenário internacional
O presidente destacou dois caminhos para a atual ordem global: fragmentação das cadeias produtivas versus diversificação de parcerias e cooperação internacional. Citou o acordo Mercosul-União Europeia como exemplo de uma parceria robusta, apontando que o tratado envolve 720 milhões de pessoas e um PIB de cerca de US$ 23 trilhões.
Agenda de viagens e próximos passos
Durante a feira, Lula pediu apoio a uma agenda de cooperação econômica fora da OMC. O governo brasileiro busca ampliar acordos bilaterais com a Alemanha, com foco em defesa, inteligência artificial, bioeconomia e inovações energéticas. O presidente está acompanhado por uma comitiva de 14 ministros, com previsão de fechar cerca de 10 acordos.
Visita e continuidade da agenda
A agenda inclui uma passagem por Barcelona, onde ocorreu a primeira Cúpula Brasil-Espanha, antes da viagem oficial à Alemanha. Na terça-feira (21) Lula segue para Lisboa, para dar continuidade à agenda externa com parceiros europeus. A comitiva deve fechar acordos em áreas estratégicas para o país.
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