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Lula volta a criticar Trump na Alemanha: mundo não pode se curvar

Lula critica guerra no Irã e afirma que o mundo não pode se curvar a líderes, destacando custos humanos e econômicos

Lula em discurso na Hannover Messe 2026, na Alemanha
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  • Lula, em Hannover Messe 2026 na Alemanha, voltou a criticar a guerra entre EUA e Irã, chamando o conflito de maluquice.
  • Disse que não é possível permitir que o mundo se curve ao comportamento de um presidente que usa email ou Twitter para taxar produtos, punir países e fazer guerras.
  • Questionou o papel do Conselho de Segurança da ONU e pediu que os cinco membros permanentes — EUA, Rússia, China, França e Reino Unido — sejam instados a refletir sobre sua atuação.
  • Apontou uso de inteligência artificial para selecionar alvos militares sem parâmetros legais e disse que membros do Conselho agem sem amparo da carta da ONU.
  • Ressaltou que guerras geram perdas humanas e prejuízos econômicos, e afirmou que o Brasil é menos afetado pela alta de derivados de petróleo, por medidas adotadas pelo governo, importando 30% do seu óleo diesel.

Na Hannover Messe 2026, na Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar a atuação dos Estados Unidos no Irã, chamando o conflito de maluquice. O discurso ocorreu neste domingo, 19 de abril, durante a feira. Lula disse que o mundo não pode se curvar ao comportamento de um líder que decide guerras, punindo países por meio de mensagens e tarifas.

O petista afirmou ainda que não é aceitável permitir que uma gestão gere guerras apenas por meio de redes sociais ou e-mails. Em seu pronunciamento, Lula destacou que, apesar dos avanços na exploração espacial, os bombardeios continuam ceifando civis no Oriente Médio. A fala ocorreu no contexto de uma viagem europeia iniciada no dia anterior, com passagem pela Espanha.

Durante o discurso, o presidente brasileiro criticou o papel do Conselho de Segurança da ONU, perguntando qual é a função do órgão ao não impedir guerras. A plateia foi composta por empresários, autoridades e representantes de empresas. Lula mencionou que os cinco membros permanentes do conselho precisam ser cobrados.

A preocupação com a governança global seguiu para a crítica aos procedimentos do Conselho de Segurança, segundo o relato da fala. O presidente argumentou que o órgão, criado para manter a paz, vive hoje um cenário de conflitos persistentes após a Segunda Guerra Mundial. O tema integrou a agenda da visita à Europa.

Lula também comentou o uso de inteligência artificial em decisões militares, afirmando que a tecnologia pode acelerar ações sem parâmetros legais. Ele destacou que alguns membros permanentes agem sem amparo da carta da ONU e que isso aumenta riscos éticos e legais. A observação integrou a avaliação sobre geopolítica.

No plano econômico, o presidente apontou impactos da guerra no Irã sobre os combustíveis fósseis. Segundo Lula, o Brasil é entre os países menos afetados pela alta de preços de derivados, porque o governo adotou medidas para mitigar impactos. Ele informou que o Brasil importa cerca de 30% do seu óleo diesel.

Contexto da visita e impactos econômicos

A viagem europeia de Lula começou pela Espanha e tem continuidade na Alemanha e em Portugal. Além da pauta político-externa, o presidente ressaltou que o Brasil tem ações para reduzir efeitos da guerra no custo de energia. O discurso enfatizou a necessidade de cooperação internacional para reduzir conflitos e desigualdades globais.

O tema da segurança internacional, com foco no papel da ONU e na responsabilidade de potências, permanece em evidência durante a agenda do presidente na Europa. A atuação brasileira na diplomacia pública foi destacada como parte de uma busca por soluções pacíficas e regras internacionais mais justas.

Observações finais sobre o cenário global

Lula reiterou que o gasto mundial com guerra tem impactos diretos na economia e na humanidade, citando números de perdas humanas e prejuízos econômicos. A fala reforça a posição do Brasil em defender mecanismos de paz e o cumprimento de normas internacionais.

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