- Milei inicia viagem oficial a Israel em meio ao conflito no Oriente Médio, prometendo transferir a embaixada da Argentina de Tel Aviv para Jerusalém.
- O governo argentino assinou memorando de entendimento sobre democracia e liberdade com Israel e classificou Hamas, a Guarda Revolucionária do Irã e filiais da Irmandade Muçulmana como organizações terroristas.
- O presidente afirmou apoio aos Estados Unidos e a Israel na luta contra o terrorismo, citando investigações que apontam o Irã como responsável por ataques à AMIA, em 1994, e à Embaixada de Israel, em 1992.
- Milei encontrou-se com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para fortalecer relações bilaterais e firmar acordos de cooperação.
- A agenda inclui encontros com o presidente de Israel, Isaac Herzog, e a viagem deve durar três dias, com foco em aprofundar cooperação política, econômica e estratégica.
O presidente da Argentina, Javier Milei, iniciou neste domingo uma visita oficial a Israel, em meio ao aumento do conflito no Oriente Médio. O objetivo é reforçar apoio a Israel, discutir a transferência da embaixada para Jerusalém e sinalizar mudanças na política externa.
Milei assinou um memorando de entendimento sobre democracia e liberdade com Israel. Também anunciou a classificação do Hamas, da Guarda Revolucionária do Irã e de filiais da Irmandade Muçulmana no Líbano, no Egito e na Jordânia como organizações terroristas.
Durante a viagem, o presidente argentino reuniu-se com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, para tratar de cooperação bilateral e de acordos de parceria. Encontros adicionais estão programados com o presidente israelense, Isaac Herzog.
A visita tem forte peso político e diplomático, com foco em aprofundar a cooperação política, econômica e estratégica entre os dois países durante uma permanência de três dias.
Agenda e impactos
O tema central da agenda inclui a possível realocação da embaixada da Argentina em Tel Aviv para Jerusalém, alvo de discussão pública desde a assinatura do memorando de entendimento.
Segundo Milei, tribunais argentinos apontaram que o Irã esteve ligado aos ataques contra a AMIA, em 1994, e contra a Embaixada de Israel em Buenos Aires, em 1992. A declaração intensifica o tom de alinhamento com Estados Unidos e Israel.
Espera-se que os encontros com autoridades israelenses ampliem a cooperação em áreas como políticas de segurança, tecnologia e energia. O roteiro oficial também contempla atividades diplomáticas e visitas a instituições relevantes.
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