- O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou que vai apresentar uma queixa-crime por difamação contra o presidente do Equador, Daniel Noboa.
- Noboa afirmou ter ligações entre Petro e o narcotraficante equatoriano José Adolfo Macías Villamar, conhecido como Fito.
- Petro relatou ter sido acompanhado pelo Exército equatoriano durante a posse de Noboa em Manta e afirmou ter testemunhas que confirmam a escolta.
- Noboa disse, em entrevista, que Petro se encontrou com membros da Revolución Ciudadana e que alguns teriam ligação com Fito, sem confirmar um encontro direto com o líder criminoso.
- As tensões bilaterais envolvem tarifas, segurança e críticas de Noboa ao déficit comercial, além de debates sobre o ex-vice-presidente Jorge Glas, chamado por Petro de “preso político”.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou neste domingo que vai apresentar uma queixa-crime por difamação contra o presidente do Equador, Daniel Noboa. A medida foi anunciada após Noboa afirmar, no sábado, que existem supostas ligações entre Petro e um narcotraficante equatoriano conhecido como Fito.
Petro já havia rejeitado a versão apresentada por Noboa e informou, em postagem na rede social X, que registrará a queixa. O líder colombiano citou uma viagem ao Equador, feita para a posse de Noboa em maio do ano passado, durante a qual disse ter recebido escolta do Exército equatoriano.
Noboa comentou à imprensa que Petro discutiu encontros com membros da Revolución Ciudadana, partido ligado a Rafael Correa, sugerindo ligações com o líder criminoso Fito, chefe da gangue Los Choneros. Ele afirmou não poder confirmar um encontro direto com Fito, que foi recapturado em 2025 depois de fuga em 2024.
Contexto diplomático
Petro afirmou que, durante a viagem a Manta, recebeu proteção do Exército equatoriano e de uma equipe de segurança colombiana, com depoimentos que poderiam reforçar a narrativa de defesa pessoal. O presidente colombiano também relatou que deixou claras as circunstâncias da escolta, sem indicar qualquer irregularidade. Noboa não comentou publicamente sobre a queixa anunciada.
Desdobramentos e repercussões
Até o momento, não houve resposta oficial de Noboa sobre a ação jurídica. A CNN solicitou posicionamento aos governos de ambos os países e aguarda retorno. As tensões bilaterais entre Colômbia e Equador vêm crescendo há semanas, com questões que vão desde tarifas até medidas de segurança e migraram para o terreno público de acusações.
Panorama de tarifas e segurança
Noboa indicou que o aumento tarifário aplicado pelo Equador não configura guerra comercial, mas uma ofensiva contra o narcotráfico, a violência, o crime organizado, o contrabando e a mineração ilegal. Petro, por sua vez, não especificou mudanças institucionais, mantendo o tom de defesa de políticas de segurança.
Situação de Jorge Glas
Um ponto de controvérsia envolve a defesa de Petro ao ex-vice equatoriano Jorge Glas, a quem o presidente colombiano chama de preso político. O Equador rejeita a intervenção externa e afirma que Glas cumpre duas penas por corrupção em uma prisão local, com Glas negando as acusações.
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