- O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que irá processar criminalmente o presidente do Equador, Daniel Noboa, por calúnia.
- Noboa disse, à revista Semana, que Petro se reuniu com membros da Revolución Ciudadana e que alguns teriam vínculos com Adolfo Macías, conhecido como Fito, líder dos Los Choneros.
- Petro negou ter conhecido o líder criminoso e alegou que a oposição colombiana age por ordem de uma força estrangeira, sem apresentar provas.
- O caso intensifica a crise diplomática e comercial entre os dois países, que já envolve tarifas e cortes na venda de energia desde janeiro.
- A tensão aumentou após Petro chamar Jorge Glas de “preso político” e conceder nacionalidade colombiana ao ex-vice-equatoriano; Noboa rejeitou a classificação e convocou seu embaixador em Bogotá, com respostas reciprocamente adotadas.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou neste domingo que moverá uma ação penal contra o presidente do Equador, Daniel Noboa, após o equatoriano o acusar de manter vínculos com um chefe de facção criminosa. A declaração aumenta a crise diplomática entre ambos os países.
Noboa afirmou, sem apresentar provas, que Petro teve encontros com membros da Revolución Ciudadana, grupo de esquerda no Equador, e que alguns deles teriam ligações com Adolfo Macías, conhecido como Fito, extraditado aos EUA por tráfico de drogas e armas. A acusação ocorreu em entrevista publicada pela revista Semana.
Petro negou conhecer o líder criminoso e afirmou que acionaria a Justiça por calúnia. O presidente colombiano também citou supostos pedidos de proteção do exército equatoriano a ele durante visitas a Manta, cidade onde compareceu à posse de Noboa no segundo mandato.
Contexto da crise entre Colômbia e Equador
A acusação de Noboa surge em meio a uma escalada de tensões entre os dois países, que permanece sem resolução. A disputa já envolve medidas econômicas e comerciais desde janeiro, impactando o comércio bilateral.
Reação diplomática e desdobramentos
A Associated Press pediu posicionamentos oficiais da chancelaria e da presidência equatoriana, sem resposta imediata até o momento. A diplomacia segue no centro do embate, com declarações públicas e ações legais anunciadas por ambas as partes.
Panorama econômico entre os dois países
Desde o início do ano, Noboa impôs tarifas sobre importações colombianas, citando controle fronteiriço. A Colômbia respondeu com medidas de impostos e suspensão de venda de energia. O Equador elevou tarifas de 30% para 50% e depois para 100%, com validade prevista para maio.
Outros desdobramentos políticos
Petro classificou Jorge Glas, ex-vice-presidente equatoriano, como “preso político” e concedeu-lhe nacionalidade colombiana. Noboa rejeitou a classificação e chamou o episódio uma afronta à soberania, convocando consultas de seu embaixador em Bogotá, medida que também foi adotada pela Colômbia.
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