- Uma pesquisa de boca de urna na Bulgária aponta que a coalizão Bulgária Progressista, liderada pelo ex-presidente Rumen Radev, deve vencer as eleições parlamentares com 39,2% dos votos.
- O principal concorrente de centro-direita, GERB, do líder Boyko Borissov, tem previsão de 15,1% dos votos.
- Mesmo com a vantagem, pode não haver maioria suficiente para um governo de partido único, exigindo acordos com parceiros.
- A participação prevista é de 43,4% e até seis partidos podem superar a cláusula de barreira de 4% para entrar no parlamento.
- As eleições ocorrem em meio a oito votações em cinco anos, em cenário de impasse político e fragmentação, com desconfiança pública evidente.
A Bulgária pode ter nova composição de governo após pesquisa de boca de urna indicar vitória da coalizão Bulgária Progressista, liderada pelo ex-presidente Rumen Radev. A apuração aponta 39,2% dos votos para o agrupamento de centro-esquerda, neste domingo.
O principal adversário é o partido de centro-direita GERB, liderado por Boyko Borissov, com 15,1% estimado. A diferença entre as duas forças é relevante, mas não indica, de imediato, a formação de governo estável.
A sondagem divulgada pela Trend estima participação de 43,4% e aponta que seis partidos podem superar a cláusula de barreira de 4% para chegar ao parlamento, que deve permanecer fragmentado.
Impasse político
Desde 2021, a Bulgária realiza eleições repetidas em meio a parlamentos fragmentados e governos instáveis, derrubados por protestos ou acordos internos. O ciclo de votações tem alimentado desconfiança pública e queda de participação.
A eleição deste domingo é vista como decisiva para definir se Radev conseguirá alianças para governar, dada a possibilidade de formação de uma maioria parlamentar inesperadamente ampla ou ainda dependente de pactos entre forças parlamentares diversas.
O confronto envolve ainda o debate sobre alinhamentos externos. Radev é visto por parte da imprensa como figura de esquerda com proximidade a posições pró-Rússia, o que alimenta cautela entre analistas sobre a composição de políticas externas.
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