- O senador John Kennedy, republicano da Louisiana, criticou a suposta “guerra santa” de Donald Trump contra o Papa Leo XIV, dizendo que o confronto é uma distração.
- Kennedy, aliado de longa data de Trump, afirmou em entrevista à Fox News que, embora nem sempre concorde, não apoia esse embate com o Papa.
- O senador, que é metodista e não católico, ressaltou ter “grande respeito pelo catolicismo” e defendeu que o Papa tem direito à sua opinião.
- A rusga entre Trump e Leo XIV ocorre em meio a tensões sobre a guerra entre EUA, Israel e o Irã, com o presidente chamando o Papa de “fraco” em postagens recentes.
- O Papa, por sua vez, disse não ter intenção de entrar em debate com Trump, mas reiterou posição contrária ao uso de armas nucleares, mantendo-se firme em suas críticas.
Senador John Kennedy, do Louisiana, tradicional aliado de Trump, classificou de distração a anunciado confronto entre o presidente e o Papa Leo XIV. Kennedy afirmou, em entrevista à Fox News, que não concorda com esse que chamou de guerra santa contra o pontífice.
O republicano, que integra o movimento conservador Maga, reforçou que possui grande respeito pela fé católica, apesar de não ser católico. Ele ressaltou que o Papa tem direito às suas opiniões e pregou tranquilidade diante do embate entre Washington e Vaticano.
A polêmica ocorre em meio a divergências entre Trump e o líder religioso sobre temas globais, como o conflito envolvendo o Irã e a intervenção na região. O Papa tem reiterado posições de paz e denunciado ataques a infraestruturas civis, alegando violação do direito internacional.
Contexto político e histórico
Kennedy manteve o tom crítico sem abandonar a postura de apoio ao governo americano, destacando que a agenda do Papa não deve dominar o debate público. Ele descreveu o confronto como uma distração que não ajuda a buscar soluções diplomáticas.
O Papa Leo XIV já havia respondido a críticas de Trump, afirmando estar aberto a diálogo, mas sem recuar em sua posição sobre a violência e as consequências humanitárias do conflito. A comunicação entre as lideranças permanece tensa, mas existe a possibilidade de canais diplomáticos formais.
No cenário interno, outras figuras conservadoras também foram às redes defender ou questionar as declarações de Trump. A troca entre as partes, segundo analistas, pode influenciar o apoio de eleitores religiosos e da base conservadora nas próximas composições políticas.
A fala de Kennedy chega em um momento de atenção redobrada ao papel da religião na política externa dos Estados Unidos. O senador enfatizou que a política deve manter foco em interesses nacionais e na busca de soluções pacíficas para crises internacionais.
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