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Trump anuncia apreensão de navio iraniano que tentou cruzar o Estreito de Ormuz

Navio iraniano Touska é apreendido pela Marinha dos EUA após contornar o bloqueio no Estreito de Ormuz; detenção pode afetar negociações com o Irã no Paquistão

A Península Arábica, com o Mar Vermelho à esquerda e o Estreito de Ormuz à direita — Foto: Reprodução: internet
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  • Donald Trump disse que os EUA apreenderam à força um navio de carga com bandeira iraniana que tentou contornar o bloqueio no Estreito de Ormuz; o navio foi detido após a Marinha dos EUA abrir fogo na casa de máquinas.
  • O trem de guerra afirmou que o navio Touska foi interceptado por fuzileiros navais norte-americanos e que a tripulação está sendo checada a bordo.
  • O Irã não comentou o incidente, e a notícia gerou dúvidas sobre a segunda rodada de negociações anunciada pelos EUA para Paquistão na segunda-feira.
  • O Paquistão ainda não confirmou a realização de uma nova rodada, mas autoridades reforçaram a segurança em Islamabad e mediadores estariam finalizando preparativos.
  • O governo dos Estados Unidos mantém a intenção de seguir com negociações diplomáticas, enquanto o Irã informou ter recebido novas propostas, sem clareza sobre mudanças de posição.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que os EUA apreenderam à força um navio de carga com bandeira iraniana após ele tentar contornar o bloqueio naval no Estreito de Ormuz. A interceptação é a primeira desse tipo desde o início das medidas de controle na região.

Segundo Trump, o navio Touska foi advertido por um destróier da Marinha dos EUA no Golfo de Omã para parar. O navio não atendeu e sofreu danos na casa de máquinas, levando fuzileiros navais americanos a assumirem o controle da embarcação para inspecionar o conteúdo a bordo.

Não houve comentário imediato de Teerã. A notícia coloca em dúvida o anúncio anterior de que negociadores dos EUA viajariam ao Paquistão na segunda-feira para uma nova rodada de negociações com o Irã, em meio a um cessar-fogo frágil que expira na quarta-feira.

O Irã não confirmou participação em nova rodada. A agência estatal IRNA negou que haverá reunião com Washington, citando exigências excessivas dos EUA. No entanto, o principal negociador iraniano, Mohammed Bagher Qalibaf, disse que a diplomacia prosseguirá, apesar das diferenças.

O Paquistão, anfitrião das conversas, não confirmou a segunda rodada. Autoridades reforçaram a segurança em Islamabad, com mediadores finalizando preparativos e equipes de segurança dos EUA já no local, segundo uma fonte regional.

A Casa Branca informou que o vice-presidente J D Vance, que liderou a primeira rodada presencial, comandará a delegação americana ao Paquistão. Vance será acompanhado pelos enviados Steven Witkoff e Jared Kushner.

O Irã afirmou ter recebido novas propostas dos EUA no fim de semana. Não está claro se houve mudança de posição em questões centrais, como o programa nuclear, aliados regionais e o controle do Estreito de Ormuz.

Trump manteve tom duro nas mensagens, reiterando ameaças anteriores contra a infraestrutura iraniana. Em publicações, o governo dos EUA citou possíveis ações para interromper usinas de energia e pontes no Irã, caso não haja acordo aceitável.

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