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Venezuela retira aliados de Maduro do governo aos poucos

Delcy Rodríguez expurga aliados de Maduro, demite ministros e empresários e aproxima o governo venezuelano dos EUA

Delcy Rodríguez assumiu como presidente interina da Venezuela horas depois da captura de Maduro, em 3 de janeiro; no 1º discurso, criticou a agressão dos EUA
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  • Delcy Rodríguez assumiu como presidente interina da Venezuela e já substituiu cerca de 17 ministros, comandantes militares e diplomatas que eram aliados de Maduro.
  • A reformulação veio após a captura de Maduro e de Cilia Flores por forças especiais dos Estados Unidos em 3 de janeiro de 2026, com ameaça de novos ataques caso não cooperen.
  • Empresários ligados a Maduro, como Alex Saab, Raúl Gorrín e Wilmer Ruperti, foram afastados; Saab acabou detido, com possível extradição aos EUA.
  • A reestruturação abre espaço para investimentos norte-americanos em petróleo e mineração e mantém a-aliança com Washington sob reflexão de autoridades venezuelanas.
  • Familiares de Maduro e de Chávez perderam contratos e posições; apenas Diosdado Cabello permanece como ministro sênior, num cenário de forte troca de interlocutores e apoios dentro do governo.

Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, já ordenou a substituição de dezenas de cargos-chave no governo, incluindo ministros, comandantes militares e diplomatas. As mudanças atingem aliados da família Maduro, empresários e parte da cúpula militar, em um movimento que consolida a gestão de Rodríguez após a captura de Maduro.

O ponto de inflexão ocorreu em 3 de janeiro, quando Maduro e sua esposa Cilia Flores foram detidos em operação das Forças Especiais dos EUA. A partir desse episódio, Rodríguez passou a conduzir uma purga administrativa com objetivo de alinhar o governo às políticas apoiadas pelos Estados Unidos.

A imprensa aponta que a reorganização envolve troca de executivos próximos à família Maduro e a expulsão de figuras de alto escalão do chavismo. Entre os demitidos, aparecem empresários com vínculos diretos ao governo e familiares de Maduro.

Pelo menos 3 empresários ligados a Maduro foram detidos, e parentes do ex-presidente perderam contratos de petróleo. O movimento também atingiu o procurador-geral e o ministro da Defesa, que deixou o cargo para posições menos relevantes.

Segundo o The New York Times, a ação teria sido coordenada com a Casa Branca, com as mudanças ocorrendo em sequência à captura de Maduro. Em entrevistas, fontes próximas a Rodríguez indicam que a líder supervisionou operações contra figuras próximas ao ex-mandatário.

Rodríguez abriu espaço para investidores norte-americanos em áreas como petróleo e mineração, buscando novas parcerias e leis que facilitem o acesso de capitais estrangeiros. A estratégia envolve manter aliados no poder, ao mesmo tempo em que desfechos jurídicos e políticos são negociados com Washington.

Ainda conforme a reportagem, apenas um ministro próximo a Maduro permaneceu em posição de destaque: Diosdado Cabello, que continua à frente do Interior. Cabello mantém influência sobre a polícia secreta e o serviço fiscal, enquanto cargos de liderança passam a ser ocupados por estreitos aliados de Rodríguez.

A cobertura do New York Times ressalta que o ambiente político venezuelano permanece com clima de incerteza entre antigos apoiadores do chavismo, que relatam receio de retaliações. Ao mesmo tempo, a liderança de Rodríguez aparece consolidada entre setores do aparato estatal, com foco na reestruturação institucional.

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