- Danilo Neves Pereira, 35 anos, desapareceu em Buenos Aires após sair para um encontro marcado por aplicativo; o último contato foi no dia 14, com destino indicado na Avenida de Maio, 748.
- Desde domingo, a Rede Solidária — principal organização da Argentina voltada a buscar pessoas desaparecidas — está mobilizando voluntários para localizar Danilo, com apoio de 74 sedes e 1.200 voluntários no país.
- A Polícia da Cidade de Buenos Aires investiga o caso; o Consulado brasileiro informou que foi acionado e prestou assistência, mas ressalta que não tem competência para conduzir a investigação.
- O fundador da Rede Solidária, Juan Carr, pediu pressão diplomática brasileira junto à Procuradoria para acelerar o andamento das investigações, incluindo cruzamento de sinal de celular e análise de câmeras de segurança.
- Danilo, natural de Goiás, era professor de inglês na Universidade Federal de Goiás e vive em Buenos Aires há seis meses; a Rede Solidária revela que, em muitos casos, os procurados aparecem em poucas horas ou dias, mas a espera é angustiante para familiares e amigos.
Um brasileiro desaparecido na Argentina após um encontro marcado por aplicativo é alvo de busca coordenada pela Rede Solidária, principal organização do país nesse tipo de operação. Danilo Neves Pereira, 35 anos, está desaparecido desde 14 de abril, após ir a um encontro em Buenos Aires.
A busca ganhou repercussão internacional com apoio de autoridades locais e voluntários. A Polícia da Cidade de Buenos Aires investiga o caso, enquanto o Consulado brasileiro informou ter sido acionado e prestou a assistência devida.
Desde a noite de domingo, 19 de abril, a Rede Solidária ampliou a mobilização para todo o território argentino. O grupo atua há anos na localização de pessoas desaparecidas, famílias carentes e apoio humanitário.
Desaparecimento
Na madrugada de 14 de abril, Danilo comunicou a um amigo que iria a um encontro com uma pessoa chamada Ulysses, enviando a localização: Avenida de Mayo, 748. O endereço fica próximo à Praça de Maio, Casa Rosada e o Congresso, no centro de Buenos Aires.
A Polícia da Cidade de Buenos Aires investiga o caso; o Consulado Brasileiro orienta contatos com a polícia local. Segundo o consulado, não compete a ele conduzir investigações, apenas prestar assistência.
Rede Solidária e apoio
Juan Carr, fundador da Rede Solidária, diz que a pressão diplomática pode acelerar as apurações. Ele ressalta a necessidade de cruzar o sinal de celular de Danilo e analisar câmeras de segurança da região para avançar.
A instituição já pediu apoio de jornalistas e autoridades brasileiras para manter o caso em evidência e evitar atrasos. Carr aponta que, historicamente, pressões de autoridades ajudam a acelerar investigações.
Perfil de Danilo e contexto
Danilo Neves Pereira é goiano, ex-professor de inglês na UFG e doutorando em Linguística Aplicada na UFRJ. Há seis meses vive em Buenos Aires, onde mora sozinho. A Rede Solidária recebe, em média, 38 denúncias diárias de pessoas desaparecidas no país.
A organização destaca que, em 90% dos casos, as pessoas costumam aparecer em poucas horas ou dias. Mesmo assim, a angústia de familiares persiste enquanto as buscas seguem.
Desdobramentos esperados
Autoridades devem analisar imagens de câmeras e sinais de telecomunicações para esclarecer o paradeiro de Danilo. O caso segue sem novas informações públicas até o momento.
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