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Cessar-fogo fica em risco após EUA apreenderem navio iraniano

Cessar-fogo em risco após apreensão de navio iraniano pelos EUA; Irã promete retaliação e não participa de novas negociações, elevando tensões no Golfo e o preço do petróleo

Outdoor anuncia as negociações entre EUA e Irã em Islamade, no Paquistão. Foto: REUTERS/Waseem Khan
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  • Os EUA apreenderam um navio de carga iraniano que tentava furar o bloqueio, enquanto Teerã promete retaliação e não participa de novas negociações por ora.
  • O porta-voz iraniano disse que Washington não leva a sério o processo diplomático e manteve demandas declaradas, sem aceitar prazos.
  • Uma fonte iraniana afirmou que o bloqueio dos portos pelos EUA atrapalha as negociações, e que as capacidades defensivas do Irã não estão abertas à negociação.
  • O Paquistão, mediador, informou a Trump que o bloqueio complica as negociações; o presidente sinalizou que pode considerar o conselho.
  • As forças dos EUA disseram ter alvejado um navio iraniano próximo a Bandar Abbas após impasse, com vídeo de fuzileiros descendo de helicópteros; preços do petróleo subiram.

DUBAI (Reuters) — Um cessar-fogo entre EUA e Irã ficou ameaçado após Washington anunciar a apreensão de um navio de carga iraniano que tentava furar o bloqueio. Teerã prometeu retaliação, sem aceitar novas negociações de paz por ora.

O porta-voz iraniano Esmaeil Baghaei criticou a postura de Washington, dizendo que os EUA não levam a sério o processo diplomático e não cederão em suas exigências. O Irã afirma manter sua posição de defesa nacional.

A fonte iraniana disse que o bloqueio aos portos continua minando o processo de paz e que as capacidades defensivas, incluindo o programa de mísseis, não estão abertas a negociação. O Irã nega abrir mão de suas linhas vermelhas.

Uma autoridade paquistanesa informou que o mediador paquistanês disse a Trump que o bloqueio atrapalha as negociações; o presidente americano respondeu que avaliaria o conselho. Islamabad prepara o cenário para as conversas.

Os EUA seguem com bloqueio aos portos iranianos. Teerã, por sua vez, levantou e reimpôs seu bloqueio ao tráfego pelo Estreito de Ormuz, passagem que sustenta grande parte do petróleo global.

Os preços do petróleo subiram e os mercados oscilaram ante o risco de falha no cessar-fogo. O governo americano revelou vídeo de fuzileiros desembarcando no navio iraniano, após um breve impasse no domingo.

O Irã classificou a intervenção como pirataria armada e afirmou estar pronto para confrontar as forças americanas, embora limitadas pela presença de famílias de tripulantes a bordo. A China expressou preocupação com a interceptação.

Teerã informou que não participaria de novas negociações no momento, citando o bloqueio e as exigências dos EUA. O governo iraniano destaca que não pode aceitar restrições às exportações de petróleo.

Trump havia afirmado que enviaria delegação a Islamabad, liderada pelo vice-presidente JD Vance, para as negociações. Depois, informou que Vance não participaria, gerando contradições sobre a participação dos EUA.

Preparando negociações

O Paquistão permanece como mediador e intensifica a segurança em Islamabad, com mobilização de forças para as supostas negociações. A atuação do Paquistão busca manter o canal de diálogo aberto entre as partes.

O Irã, que lidera o lado iraniano nas negociações, aponta avanços limitados e mantém posições em temas nucleares e no Estreito. Países europeus manifestam cautela quanto a um acordo rápido ou superficial.

O conflito já impacta o fornecimento global de energia, elevando preços e criando volatilidade nos mercados. A situação permanece incerta, com rumores de novas etapas diplomáticas e possíveis ataques regionais.

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