- O chanceler de Israel e o Exército israelense condenaram nesta segunda-feira (20) a profanação de um crucifixo quebrado por um soldado israelense em Debel, aldeia cristã no sul do Líbano.
- Uma foto mostra o soldado golpeando com o lado cego de um machado uma escultura de Jesus crucificado, que havia caído da cruz; a imagem foi publicada por Younis Tirawi, jornalista palestino.
- A agência Reuters verificou que a imagem foi registrada em Debel, uma das raras aldeias do sul libanês que permaneceu sob ocupação israelense desde o início da ofensiva contra o Hezbollah.
- A cruz fazia parte de um pequeno santuário no jardim da casa de uma família na periferia da aldeia; Fadi Falfel, sacerdote local, disse que o ato foi horrível.
- O Exército de Israel disse que investiga o caso, que será tratado com máxima gravidade, e que ajudará a recolocar a estátua; o chanceler pediu desculpas e o sentimento ferido dos cristãos foi reconhecido; Debel continua sob ocupação e há cessar-fogo com o Hezbollah.
O chanceler de Israel e o Exército israelense condenaram nesta segunda-feira (20) a profanação de um crucifixo quebrado por um soldado em Debel, aldeia cristã no sul do Líbano. A imagem mostra o lado cego de um machado atingindo a escultura de Jesus, que havia caído da cruz. A foto foi divulgada online.
A divulgação foi feita por Younis Tirawi, jornalista palestino. Compõe o cenário o levantamento de que Debel é uma das poucas aldeias do sul libanês que resistiu à operação militar contra o Hezbollah, iniciada em 2 de março após disparos do grupo contra Israel.
Investigação e resposta
O ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, classificou o ato como vergonhoso e escandaloso, pedindo desculpas aos cristãos afetados. O Exército informou que apura o caso e que há cooperação para recolocar a estátua.
O Exército ressaltou que o incidente é considerado de máxima gravidade e afirmou apoiar a comunidade local para reparar o santuário destruído. Debel permanece sob ocupação efetiva de forças israelenses, enquanto cessar-fogo mediado pelos EUA busca estabilizar a região.
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