- O governo sul-coreano teria divulgado a existência de uma terceira instalação de enriquecimento de urânio na Coreia do Norte, em Kusong, sem autorização dos EUA, gerando reação negativa.
- Em março, o ministro da Unificação, Chung Dong-young, citou Kusong e afirmou que o enriquecimento de urânio seria de 90%, suficiente para armas nucleares.
- Até então, a Coreia do Sul havia confirmado apenas Yongbyon e Kangson; a declaração sugeriria mais instalações.
- A Coreia do Norte mantém objetivo de expandir suas forças nucleares, com autoridades internacionais destacando capacidade para dezenas de ogivas.
- Os Estados Unidos teriam restringido informações de satélite à Coreia do Sul após as declarações sobre Kusong.
O governo sul-coreano divulgou, sem autorização, a existência de uma terceira instalação de enriquecimento de urânio na Coreia do Norte. A informação foi obtida de dados confidenciais dos Estados Unidos e provocou forte reação internacional.
Durante reunião da comissão da Assembleia Nacional em março, o ministro da Unificação, Chung Dong-young, mencionou Kusong, na província de Pyongan do Norte, como local da instalação. Segundo ele, o urânio enriquecido a 90% indicaria capacidade de uso em armas nucleares.
O governo sul-coreano já havia confirmado apenas Yongbyon e Kangson como instalações nucleares. Yongbyon é importante no desenvolvimento nuclear norte-coreano e abriga instalações de extração de urânio e plutônio.
Repercussões e contexto
Analistas apontam que a confirmação não autorizada pode ampliar tensões com Washington, que já restringiu informações de satélite sobre a Coreia do Norte. Em 2024, a AIEA indicou avanços em infraestruturas associadas a Kangson.
Líder norte-coreano, Kim Jong-un, tem reiterado planos de ampliar as forças nucleares para aumentar a dissuasão. A posição busca demonstrar capacidade de retaliação, sem indicar um prazo específico para ações.
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