- Cuba confirmou, nesta segunda-feira, 20, que recentemente houve encontros entre delegações de Cuba e dos Estados Unidos em Havana.
- O Ministério das Relações Exteriores cubano informou, por meio do Granma, que participaram do lado americano secretários adjuntos do Departamento de Estado e, do lado cubano, um vice-ministro das Relações Exteriores.
- A imprensa norte-americana (Axios) havia dito que, em 10 de abril, autoridades dos EUA realizaram várias reuniões em Havana, incluindo o neto do ex-líder Raúl Castro, e teriam feito exigências, como a libertação de presos políticos.
- A chancelaria cubana negou as afirmações, dizendo que não houve prazos nem exigências coercitivas, e que o intercâmbio ocorreu de forma respeitosa e profissional.
- Havana informou que eliminar o cerco energético contra Cuba foi tema de máxima prioridade e que o processo de negociações com os EUA é tratado com discrição, em meio a tensões entre os dois países desde o início de 2024. (Com informações da AFP)
Cuba confirmou nesta segunda-feira, 20, que ocorreu um encontro recente em Havana entre delegações de Cuba e dos Estados Unidos, segundo um alto funcionário do Ministério das Relações Exteriores. A entrevista foi concedida ao jornal Granma, veículo oficial do governo cubano.
Segundo Alejandro García, diretor de assuntos bilaterais Cuba-EUA, participaram do encontro secretários adjuntos do Departamento de Estado dos EUA e, pela parte cubana, um representante no nível de vice-ministro das Relações Exteriores.
Na mesma linha, o portal Axios afirmou que, no dia 10 de abril, houve várias reuniões em Havana com representantes cubanos, incluindo Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do ex-líder Raúl Castro. A reportagem citou um funcionário do Departamento de Estado dos EUA, que descreveu exigências para dar continuidade às negociações, entre elas a libertação de presos políticos. A chancelaria cubana negou as informações.
Contexto das tensões
No governo cubano, a comissão afirmou que, na reunião, não houve prazos nem exigências coercitivas, e que o intercâmbio ocorreu de forma respeitosa e profissional. O diplomata também disse que a eliminação do cerco energético foi tema de máxima prioridade para a delegação cubana, que tratou o processo como sensível e confidencial.
O diálogo ocorre num momento de acentuadas tensões entre Havana e Washington, que recomeçaram após a chegada de uma política de pressão sob a gestão do ex-presidente Donald Trump, no início de 2021, com foco em mudanças políticas e no corte de importações de petróleo.
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